quinta-feira, abril 26, 2007

Evanescence faz shows em cidades brasileiras


Banda norte-americana coloca o Brasil na rota da EV World Tour e agrada fãs com grandes sucessos do grupo
por Paula Cabral Gomes

Amy Lee encanta com sua voz e simpatia

No sábado, dia 21 de abril de 2007, a banda norte-americana Evanescence fez show para cerca de 25 mil pessoas no Parque Antártica, zona oeste de São Paulo. Os fãs, que aguardavam a vinda da banda desde o lançamento do primeiro cd no Brasil em 2003, passaram por sol e chuva e grandes filas (as quais quase davam a volta no estádio), mas, como recompensa, ouviram e cantaram 16 músicas, entre elas os grandes sucessos do primeiro cd Fallen (2003), Bring me to life e My immortal, e do segundo The Open Door (2006), Call me when you’re sober e Lithium.
De qualquer forma, o grande número de pessoas e o tempo de espera não assustaram nenhum fã. “A sensação de entrar no estádio para assistir a um show é único, principalmente quando você percebe que você e mais ‘x’ mil pessoas irão curtir a mesma banda juntos! A espera até o início do show é necessária, pois só aumenta a ansiedade e a expectativa, o que torna muito mais emocionante”, garante Cíntia Kajiwara, 21, estudante de Química.
Amy Lee encanta com sua voz e simpatiaAo entrarem no palco, às 21 horas, a chuva que caia desde às 17, quando os portões foram abertos, e que não cessou durante as apresentações das bandas Luxúria (Brasil) e Silicon Fly (Uruguai), parou dando um pouco mais de conforto aos fãs, até então vestidos com capas plásticas, os quais se amontoavam na pista e ocupavam a arquibancada. “A chuva só atrapalhou na espera das bandas, mas depois foi tranqüilo. É uma sensação muito boa ver todas as pessoas cantando e vê-la de perto”, afirma o estudante de Educação Física, Vitor Augusto Kawauchi, 20.
Amy Lee, 25, vocalista e pianista do grupo, levou o grande público, formado em sua maioria por adolescentes vestidos de preto, à histeria quando tocou sozinha ao piano, sem guitarras e bateria pesada, as músicas Good Enough e My immortal. Celulares e isqueiros iluminaram o estádio levando alguns meninos e meninas aos prantos.
A voz da cantora, ao vivo, impressiona sem deixar a desejar com relação às gravações feitas em estúdio. Além disso, sua simpatia cativa e seu desempenho no palco encanta a todos. Os outros integrantes da banda, John LeCompt (guitarra), Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo) e Rocky Gray (bateria) dão ainda maior valor à apresentação pela qualidade do som. No fim da apresentação, os músicos voltaram ao palco e arremessaram ao público palhetas e baquetas. “A vocalista, Amy, canta muuuuuito e além disso é muito simpática. O show ultrapassou minhas expectativas, adorei do começo ao fim!”, disse Cíntia Kajiwara.
Mesmo contando com a presença de 25 mil pessoas, ainda restaram 10 mil ingressos (o preço variava de R$ 120, a arquibancada, a 180, a cadeira coberta). Uma das causas da venda falha deve-se à vinda de outras bandas estrangeiras a São Paulo no mesmo mês (Aerosmith e Keane), cujos ingressos custaram em torno de R$ 140, assim obrigando grande parte do público a escolher entre um e outro. “Faltou lotar o estádio!”, reclama Kawauchi.
Grupo gothic metal passa pelo Brasil durante sua "EV World Tour"Quem chegou no dia ao estádio, conseguiu ver todo o espetáculo a poucos metros daqueles que acamparam cerca de dez dias em frente aos portões. Metade da pista foi ocupada e nas arquibancadas a lotação também não foi máxima.
Muitos reclamaram da duração do show, acharam que foi curto demais. Já para outros, ficou o gostinho de quero mais, porém acreditaram que a apresentação teve a duração exata e foi perfeita.
Organizando-se por meio de uma comunidade no Orkut chamada Evanescence Brazil, os fãs planejaram soltar bexigas brancas durante a execussão da música Lithium.
A EV World Tour, além de passar por São Paulo (21), também colocou em seu trajeto as cidades de Porto Alegre (17), Curitiba (19) e Rio de Janeiro (22).


Confira o set list do show de São Paulo:
1. "Sweet Sacrifice" ("The Open Door")
2. "Weight of the World" ("The Open Door")
3. "Going under" ("Fallen")
4. "The only One" ("The Open Door")
5. "Lithium" ("The Open Door")
6. "Good Enough" ("The Open Door")
7. "Haunted" ("Fallen")
8. "Tourniquet" ("Fallen")
9. "Call me When You´re Sober" ("The Open Door")
10. "Imaginary" ("Fallen")
11. "Bring me to Life" ("Fallen")
12. "Whisper" ("Fallen")
13. "All That I'm Living for" ("The Open Door")
14. "Lacrymosa" ("The Open Door")
15. "My Immortal" ("Fallen")
16. "Your Star" ("The Open Door")


Evanescence – Biografia:
O Evanescence, formado em Little Rock (Arkansas, EUA), surgiu da amizade entre Amy Lee e Ben Moody, que se conheceram na adolescência num acampamento de jovens no qual Moody viu Amy cantar ao piano e se encantou. Assim, resolveu convidá-la para formar uma banda. O primeiro sucesso da banda tocou em uma rádio local por vários dias seguidos e fez com que a dupla ficasse conhecida na região e começasse a surgir convites para tocar. Só tinha um problema: o grupo era formado apenas pelos dois e não tinham dinheiro para contratar músicos. Dessa forma, os outros dois integrantes, John LeCompt (guitarra) e Rocky Gray (bateria), se juntaram à banda, abrindo a possibilidade de apresentações ao vivo e o aumento da popularidade da banda até ser contratada por uma grande gravadora.
A prova do ótimo entrosamento de Amy e Moody foi o primeiro trabalho, o cd Fallen (2003), o qual veio cheio de emoção, peso e energia. Foi produzido por Dave Fortman e o primeiro single, Bring Me To Life, virou um hit. A música fez parte da trilha sonora do filme Demolidor – O homem sem medo e ajudou a banda a divulgar seu trabalho.
Bem Moody, durante uma pausa na turnê do grupo, decidiu deixar a banda em 2003. O guitarrista pegou um avião de volta pra casa, sem falar nada pra ninguém. Amy Lee ficou indignada, criticou o companheiro e logo Terry Balsamo substituiu Moody.
O sucesso do álbum rendeu à banda dois prêmios Grammy em 2004: Melhor Performance Hard Rock e Melhor Revelação. Nesse mesmo ano, foi lançado o cd e dvd ao vivo Anywhere but Home e em 2006, a banda lançou The Open Door, seguido de uma grande turnê mundial. Nesse álbum, está o sucesso Call Me When You're Sober, cuja letra é inspirada no relacionamento de Amy Lee com seu ex-namorado, Shaun Morgan, da banda Seether. Para terminar, o baixista Will Boyd resolveu sair porque não queria encarar mais uma longa turnê. No lugar dele, entrou Tim McCord.
De qualquer forma, as raízes de Amy na música clássica continuam sendo uma constante na música da banda. Além disso, há as influências góticas que funcionam tanto com introspecções lideradas pelo piano como com riffs de guitarra, que obviamente agradam o público mundialmente.

sábado, abril 21, 2007

Galvão, Falcão e os ovos

hahaha Faz mais de meia hora que estou rindo com isso... Decidi dividir com vocês.

http://www.youtube.com/watch?v=lSh63XNKXOw

sábado, abril 14, 2007

Solucionador de problemas



Como havia prometido, mais uma...

Diário de Bordo: Velvet Revolver e Aerosmith

São Paulo, 12 de abril de 2007.

Os ingressos começaram a ser vendidos numa sexta-feira. Já familiarizada com o caso “Roger Waters” (em que as meias evaporaram), fui comprar no domingo. Consegui uma das últimas meias, na arquibancada azul. Quem me acompanha? Meu irmão e um de seus amigos do colégio, o Marco (também conhecido como Frango, não sei o motivo do apelido).

Os meninos queriam chegar umas quatro horas, sendo que os portões iam abrir às cinco. Nada feito, pedi até convencê-los de chegar mais tarde, sete horas.

Tudo tranqüilo, sem fila pra entrar. Pegamos bons lugares e esperamos por um booom tempo. O que os meninos fizeram pra passar o tempo? Comeram. Sim, comeram. O Habib’s fez uma caixa com uma esfiha, um quibe e um doce de romeu e julieta a R$5,00. Salgadinhos a R$3,00 ou R$4,00, dependendo da marca. Sorvete de chocolate e coco a R$4,00 e de limão a R$3,00. Entre outros petiscos que não prestei atenção no preço, como castanhas e amendoins. Além de um mini-copo de água a R$2,00.

Ao meu lado, mãe e filha brigavam. Aparentemente (não sou xereta nem fofoqueira, elas que falavam alto), os amigos da garota estavam na pista e ela queria estar com eles e não com a mãe. A mãe era uma cabeça dura. E me justifico.

Todo mundo que já foi em show sabe que o pessoal que vai na pista e não faz questão de ficar na grade costuma sentar em rodas com os amigos pra conversar. A mulher solta a pérola: “Olha só cada gente burra. Gasta R$160,00 pra ficar sentado no chão desse jeito com os amigos? Pra quê? É só ir no Parque do Ibirapuera de domingo. Dá na mesma!” (d’ oh!)

E a filha não facilitava. Gritava ao falar ao celular e ficava demonstrando sua vontade de pular pra pista, o que é impossível, já que estávamos, caso você não tenha prestado atenção, na arquibancada, lá em cima!

Fora isso, a besta da mãe me deu um banho de cerveja. Um vendedor ambulante queria passar e a senhora não tirava seu copo da frente dele, apenas falava: “Cuidado com a minha cerveja!”. O vendedor não ouviu e bateu sua cesta de produtos no copo. Isso, grande, justo eu, tomando banho de cerveja. Que agradável!

A sorte foi que, pouco tempo depois, tomei banho de água. Começou a chover. E como eu não sou feita de açúcar e o dinheiro aqui em casa não cresce em árvore, não comprei capa de chuva (que passou de R$10,00 pra R$20,00). Fora que os vendedores sumiram, desapareceram! Fiquei ensopada. Dava pra torcer minha calça. Mas logo a chuva passou e o show começou.

O Velvet Revolver entrou no palco um pouco depois das nove horas. Gritos! Gritos! Mais gritos! Abriram com uma música do novo CD, Libertad, que ainda não foi lançado. Depois, tocaram alguns sucessos do primeiro álbum, Contraband, como Do It For The Kids e Sucker Train Blues.

Revezaram músicas do CD novo e clássicos das ex-bandas dos integrantes. Pra quem não lembra, Scott Weiland foi vocalista da banda grunge Stone Temple Pilots e Slash, Duff e Matt Sorum eram, respectivamente, guitarrista, baixista e baterista da banda de hard rock Guns ‘N’ Roses. Dos Pilots rolaram as excelentes Crackerman e Sex Type Thing e do Guns, It’s So Easy e Mr. Brownstone.

Cada vez que Slash aparecia no telão do estádio a galera ia à loucura! Quando ele solava então, nem se fala! Famoso por seus solos simples, mas cheios de feeling, o guitarrista fez história no Guns. Os riffs dos clássicos da banda são reconhecidos facilmente por qualquer roqueiro.

O Velvet tocou ainda a belíssima balada autobiográfica Fall To Pieces, Set Me Free e fechou com o primeiro grande sucesso da banda, Slither.

Uma pena que o show teve apenas pouco mais de uma hora de duração. O encrenqueiro Weiland está em ótima forma vocal, bastante fiel às gravações em estúdio, e com uma ótima presença de palco, gritando, pulando e usando seu famoso megafone.

O instrumental do Velvet também estava fantástico. Não se espera menos de Slash e Duff, que fizeram a alegria do público.

Pequena pausa para mudanças no palco. Estava chegando o grande momento! Às 10h50min, as luzes se apagaram. Percebemos o Aerosmith entrando no palco. Um pequeno vídeo de diferentes fases da banda apareceu no telão e, por final, uma imagem da bandeira brasileira. Será que o público gritou muito?

Abriram com Love In An Elevator, seguida por vários clássicos, como Toys In The Attic, Dude (Looks Like A Lady), Falling In Love (Is Hard On The Knees) e Cryin’.

Em seguida, Jaded foi cantada por todos em altos brados, assim como a linda Dream On, Janie’s Got A Gun e Living On The Edge.

Porém, a música que mais emocionou, talvez por ser um pouco mais atual, foi I Don’t Want To Miss A Thing. Trilha sonora do filme Amargeddon, a MTV fez uma lavagem cerebral com o clipe e os jovens e adolescentes presentes mostraram que a ação fez efeito. Todos cantaram todos os detalhes da música.

Rag Doll, Sweet Emotion e Draw The Line fecharam essa parte do show, que voltou com uma única música no “bis”: Walk This Way, tão esperada durante toda a apresentação.

Belíssimo show! Steven Tyler está cantando perfeitamente. Não desafinou e ainda por cima fez questão de mostrar suas habilidades vocais com gritos e prolongando notas. Ele ainda tocou sua famosa gaita.

O guitarrista Joe Perry mostrou o motivo de ser um dos grandes guitarristas do mundo do rock. Sua pegada de blues impressiona até mesmo quem não entende nada de guitarra.

A banda arrancou gritos e suspiros de todos. Mesmo quem estava lá só pra ver Velvet Revolver se envolveu totalmente com a apresentação do Aerosmith.

Os fãs sentiram falta de algumas músicas como Pink, Mama Kin, Last Child e Crazy. Eu, particularmente, queria ter ouvido também Girls Of Summer e The Other Side. Ainda assim, o set list foi muito bem escolhido. Não se pode querer músicas não-famosas em um show, são os grandes hits que conquistam o público mais geral.

O show acabou por volta de meia noite e meia. Todos saíram do estádio sorrindo! Nada de brigas, apenas uma pequena confusão na saída pelo excesso de gente, coisa que acontece em qualquer show.

Cheguei em casa quase duas da manhã e ainda arrumei algumas coisas. Acabei dormindo apenas três horas, consegui ir pra faculdade e o mais impressionante de tudo é que prestei atenção na aula de política! Será que não mereço algum tipo de prêmio? hahaha



PS: Se tiverem tempo, leiam essa resenha sobre o mesmo show:
http://whiplash.net/materias/news_900/060002-aerosmith.html

Acho que não entendo muito de música...

SET LIST

VELVET REVOLVER
Let It Roll

Do It For The Kids
Sucker Train Blues
She Mine
Fall To Pieces
Crackerman
Get Out The Door
It's So Easy
She Builds Quick Machines
Set Me Free
Sex Type Thing
Mr. Brownstone
Slither

AEROSMITH
Love In An Elevator

Toys In The Attic
Dude (Looks Like A Lady)
Falling In Love (Is Hard On The Knees)
Cryin’
What It Takes
Jaded
Baby Please Don't Go
Stop Messing 'Round
Hangman Jury (snippet) / Seasons Of Wither
Dream On
Janie's Got A Gun
Living On The Edge
I Don't Want To Miss A Thing
Rag Doll
Sweet Emotion
Draw The Line

Mother Popcorn / Walk This Way

quarta-feira, abril 11, 2007

Tirinha sem sentido...

D'oh!

domingo, abril 08, 2007

Feliz chocolate!!!

O Gineceu deseja muitos ovos de chocolate para todos!!!

sábado, abril 07, 2007

Dia do Jornalista

Hoje, dia 7 de abril, é o dia do jornalista. Não poderíamos deixar a data passar em branco!

Parabéns a todos!

quinta-feira, abril 05, 2007

Zine Qua Non especial...


Chegou, finalmente, o ZQN especial de aniversário com páginas a mais para comemorar seu um ano de vida...Nele tem Andrei Muller, Chico Science, Vinicius de Morais, Clarice Lispector e muito mais material.

Aproveite, é grátis...

Peça o seu através do e-mail zinequanon@hotmail.com (coloque ZQN #7 no assunto para eu responder mais rápido).
* Paula *

segunda-feira, abril 02, 2007

Fale com Ela

Muito melhor amar o passado.Já que tudo aconteceu, não se supreenderá com nada.
Só entre os seus sonhos você viverá e assim será feliz.
As crises virão, mas quem se importa?
Tudo o que aconteceu é o que determina o que acontecerá.
Ela.
Aquela.
Aquela mulher.
Hoje uma mulher, na época uma menina, mas o tempo foi tão rápido deteriorando seus sentimentos que sua feição não é mais infantil.
Não.
Pensando bem uma garota não causaria tantos danos.
Só uma mulher faria aquilo.
Uma mulher de 13,14,15 anos? O tempo nem era preciso só era preciso que era uma mulher.
Hoje talvez nem saiba de você , aí, dessa forma; vive por ela...
O problema é teu e de fato dela só se pode ter dó - talvez nem quisesse causar tanta obsessão, tanta comoção assim.
Mas posso chegar a conclusão de que você não gosta tanto dela.
Porque a gente sempre gosta mais é do gostar.
Os traumas não são traumas.
E as pessoas em nossas mãos são só objetos.


Danielle