sexta-feira, maio 16, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
Diário de Bordo: Whitesnake
Voltando às origens do blog, mais um diário de bordo de grandes shows de rock!
Meu irmão decidiu comprar os ingressos para o show no dia em que as vendas começaram para o grande público. Foi. E mesmo assim só restava uma opção: pista.
Complicou, né? Porque, gente, olha o meu tamanho. Mas beleza, fui com meu papai, minha mamãe, meu irmãozinho, sua namorada e um amigo dele.
Sexta-feira, dia 9 de maio. Chegamos ao Credicard Hall por volta das 21 horas. Quase uma hora e meia de espera interminável. Durante esse tempo, vídeos de bandas de rock que irão se apresentar nos próximos meses na casa iam passando. Avenged Sevenfold, Megadeth (que terá cobertura do blog!) e Scorpions são alguns exemplos.
Depois, CD dos Rolling Stones e AC / DC. Até que as luzes apagaram! Quanta emoção! Meus pais viram o Whitesnake, banda liderada pelo “one and only” mr. David Coverdale, no Rock In Rio de 1985! A banda conta ainda com Doug Aldrich e Reb Beach nas guitarras, Timothy Drury no teclado, Uriah Duffy no baixo e Chris Frasier na bateria.
Abriram com uma música do novo CD, Good To Be Bad, chamada Best Years. Depois disso, alguns sucessos clássicos da banda, como Fool For Your Loving e Love Ain’t No Stranger. A romântica (e por que não dizer brega?) Is This Love também foi lembrada pelos hard rockers.
Solos de guitarra e bateria mostraram do que realmente é feito um show de rock: instrumentos altos e bem executados. As batidas foram sentidas em cada um dos presentes.
Mais alguns clássicos, incluindo da baladíssima The Deeper The Love em versão acústica e Soldier Of Fortune a capela. Coverdale não é o mesmo das décadas de 1970 e 1980, mas ainda canta. E como canta! Além disso, ele sabe animar uma platéia como poucos.
Para fechar, o medley mais que esperado de Burn e Stormbringer relembraram o início da carreira de Coverdale no Deep Purple. Era impossível cantá-la mais alto do que já fazíamos.
É, foi pra lavar a alma. Com certeza um dos melhores shows que já vi até hoje!
Set List
Best Years
Fool For Your Loving
Bad Boys
Can You Hear The Wind Blow
Love Ain’t No Stranger
Lay Down Your Love
Is This Love
Blues For Mylene / Snake Dancer
Crying In The Rain / drum solo
Ain’t No Love In The Heart Of The City
The Deeper The Love (unplugged)
Give Me All Your Love
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier Of Fortune (a capela)
Burn / Stormbringer
terça-feira, maio 06, 2008
Bancos e Consumidor
Olá!sexta-feira, maio 02, 2008
Fim!
Sweeney Todd – Epiphany
Exausta! Assim estou!
A cabeça não funciona, o corpo não responde àquilo que a cabeça não manda. Sigo por inércia... Ônibus, faculdade, trabalho, metrô, ônibus, casa, ônibus...
Quero ler livros, sites, textos, revistas... A cabeça não responde, não se concentra.
Quero ver vídeos, curtas, séries, ir ao cinema... Os olhos não enxergam, estão embaçados e mortos de sono.
Quero ir a exposições, teatro, palestras... As pernas doem, só doem e conhecem um único caminho: cama.
E essa exaustão parece chegar ao coração. A falta de ar sempre aparece, o coração dispara, mas não oxigena nada. Falta ar? Falta vontade?
Não, não penso em morrer, pelo contrário, quero viver o máximo que puder lúcida, ativa, bem. Porém é uma luta constante se manter vivo numa sociedade na qual todos querem morrer, todos só pensam em morte, na sua e na dos outros.
Tragédias e mais tragédias... A mídia adora cobri-las e o povo adora vê-las. Audiência nas alturas e crianças sendo mortas, morrendo de fome, morrendo de dengue, simplesmente morrendo.
Impossível ver tudo isso passando e não fazer nada ou ao menos se sentir mal, incomodado, escrever algo sobre, tentar tirar algo que não é seu de dentro de você.
É a rotina que começa a pesar, que não te deixa fazer o que gosta porque quer que você siga as regras impostas há anos. Não tem essa de “estou à frente de meu tempo”. Amigo, você só é assim porque vive aqui, agora, nesse momento sem desculpas. Não queira ser aquilo que não dá para ser. Situe-se! É melhor.
O cansaço faz a cabeça te mandar abrir uma página do Word, colocar um monte de palavras de forma “ordenada” e escrever aquilo que te faz perder algumas horas de sono, que te faz perder a alegria de se fazer aquilo que se gosta sem dar satisfações. O trabalho vazio cansa e muito. Procurar o que fazer quando se deveria recebe-las a cada momento, cansa.
A vida e a morte cansam, mas nem por isso “I deserve to die”.
Ver uma vida nova, sorridente e em paz te faz querer ver mais dessas, te faz querer ser uma dessas. Pelo menos eu espero e me esforço para ser uma vida- inspiração a alguém, assim como algumas são para mim.
Reconheço a dificuldade de se manter vivo, porém tenho certeza de que a dificuldade de se manter morto enquanto infinitas coisas se passam a sua volta é bem maior.
Respirar, se olhar no espelho, abrir uma janela, um guarda-chuva, beber água gelada, acariciar um cachorro, abraçar um urso de pelúcia, ser beijado, subir escada, tropeçar. Sinto-me aqui!
Início!
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