sexta-feira, junho 27, 2008

E???

Não sei o que acontece comigo, talvez seja a grande quantidade de ansiedade que possuo em minha cabeça e em todas as partes do corpo, mas me dá uma agonia ver as coisas acontecendo nas vidas das pessoas e ter a minha, aparentemente, inerte.
Alguém deve estar pensando: Nossa, cara, que mina invejosa!
Então, não vejo isso como inveja, pois tem um monte de gente tendo filhinhos por aí, eu tenho essa sensação de "estou parada, nada acontece, nada muda meu rumo" e, nem por isso, quero ter um filho agora.
Sinceramente isso não me faz bem e não sei o que fazer para acabar com essa coisa que não me deixa ir para a frente.
Chega a ser ridículo. Tem casos nos quais eu começo a gostar de algum programa de tv, ou da internet, de rádio, qualquer coisa, acho interessante, vejo que é um puta trabalho profissional, que eu gostaria de fazer algo parecido, pesquiso mais sobre e daí começa a depressão.
E não é exagero, é depressão mesmo, porque parece que acabou. Acabou o quê? Não sei, mas acabou.
Tento pensar: Meu, você tem uma vida legal, faz faculdade de jornalismo em uma das maiores faculdades do país e não paga um real por isso, gosta do curso, tem uma iniciação científica aprovada, um namorado que ama e que te ama, uma família incrível, um fanzine, projetos a serem feitos... Não adianta! Isso não funciona comigo.
Depois vem a segunda depressão por ver que a vida está aí, cheia de planos e, mesmo assim, eu me sinto alheia a ela, fora dos planos de minha própria vida.
Complicado?
Imagine para mim que não acho uma solução, nem atividades que possam me distrair.
É um ciclo sem fim e que não pára. É a única coisa que eu sei que vai para algum lugar e, ao mesmo tempo, não sai do lugar. Ciclos e mais ciclos...
O que fazer?
Sentar e esperar não é a melhor opção.
Talvez caminhar, ver e-mail, gravar vídeos e fazer fanzine ajude em alguma coisa.
Difícil!


Para ler mais teextos de Paula Cabral Gomes, entrar no blog Sujeiras do Assoalho:
www.sujeirasdoassoalho.blogspot.com

sexta-feira, junho 20, 2008

MARCELO CAMELO e HURTMOLD


Para quem gosta de um e/ou do outro, ótimas notícias.

Em setembro, Marcelo Camelo iniciará a turnê de lançamento de seu primeiro cd solo, que contou com a participação dos integrantes da banda Hurtmold nas gravações, além dezenas de outros artistas como Clara Sverner, Domenico Lancellotti e Dominguinhos.

A banda o acompanhará pelo país, inclusive em dois shows já marcados no Rio de Janeiro nos dias 13 e 14 no Canecão.

No MySpace do cantor e compositor, há duas músicas disponíveis ("Doce solidão" e "Teo e a Gaivota") para matar um pouco a curiosidade dos fãs. Também pode-se ver um vídeo feito para "Téo e o Gaivota".



Para mais informações: www.myspace.com/marcelocamelo

sábado, junho 07, 2008

Diário de Bordo: Megadeth

O Megadeth, banda norte-americana de heavy metal, passou por São Paulo dia 6 de junho. O show aconteceu no Credicard Hall.

A princípio, ia com meu pai, minha mãe e meu irmão. Por um imprevisto, meu pai não pode ir e o substituto foi o Gustavo. Como nossos lugares eram as cadeiras, chegamos mais ou menos em cima da hora. O show atrasou um pouco, começando às 22h15.

A banda liderada pelo vocalista / guitarrista Dave Mustaine conta com Chris Broderick na guitarra, James Lomenzo no baixo e Shawn Drover na bateria. O quarteto abriu com Sleepwalker, um dos hits do último CD, United Abominations, lançado no ano passado.

Depois das ótimas Skin O’ My Teeth e Washington Is Next!, a banda começou a tocar Kick The Chair. Só começou. Mustaine já havia reclamado de problemas técnicos e eles fizeram os músicos deixarem o palco para que a produção tentasse resolvê-los.

O público, irritado, jogava sapatos no palco e gritava protestos, entre eles o nome da banda-rival: Metallica. Depois de aproximadamente meia hora, o Megadeth voltou para terminar a música e dar continuidade ao show, com um clássico: Hangar 18.

She Wolf e a belíssima A Tout Le Monde seguiram. Mustaine ainda explicou que o intervalo aconteceu porque nós merecíamos ouvir o melhor som que eles poderiam tocar. Recuperaram a platéia.

Sweating Bullets, Symphony Of Destruction e Peace Sells foram não apenas cantadas, mas gritadas pelo público. Fecharam com um dos maiores sucessos, Holy Wars. Das cadeiras, víamos a pista se movendo, como ondas, em rodas, em pirâmides.

Apesar dos problemas, o show foi excelente. O set list poderia ser melhor, afinal muitas músicas boas ficaram de fora, como por exemplo, Trust e Angry Again, entre muitas outras, que são, inclusive, melhores que algumas tocadas por aqui. Porém, não podemos reclamar. Bandas boas sempre fazem apresentações incríveis.


Set list
Sleepwalker
Wake Up Dead
Take No Prisoners
Skin O' My Teeth
Washington Is Next!
Kick The Chair
In My Darkest Hour
Hangar 18
She Wolf
A Tout Le Monde
Solo de guitarra
Tornado Of Souls
Ashes In Your Mouth
Burnt Ice
Sweating Bullets
Symphony Of Destruction
Peace Sells
Holy Wars

sexta-feira, junho 06, 2008

E agora?

Aperto o cérebro em minhas mãos.
Não adianta, a ansiedade não passa.
Agora é a vez de meus dedos sofrerem.
As unhas estão quebradas, as peles comidas.
Meu rosto é cheio de marcas.
Minhas testa só tem cicatrizes.
O que acontece?
Por que acontece?
Não adianta ler, não adianta ouvir música, nem assistir televisão.
O cinema me tranquiliza um pouco, mas é insuficiente.
O que fazer?
Usar uma camisa de força é uma boa idéia.
Mas tenho medo de começar a roer as unhas dos pés.

MUDA CULTURAL


CHOCOLATE: O melhor doce do universo


No mês de maio, o Blog Gineceu fez a enquete "Qual o melhor doce do universo" e o grande vencedor foi o nosso querido CHOCOLATE.
Qual doce se iguala a ele ou o supera? Provamos que nenhum.
Portanto, uma dica para os mocinhos e as mocinhas que acreditam nessa data bizarra e completamente comercial que é o Dia dos Namorados: COMPREM CHOCOLATE!
Há dúvidas com relação a qual presente comprar para seu/sua amado(a)? CHOCOLATE!
Não sabe o que dar de presente para seu/sua amigo(a) que faz aniversário? CHOCOLATE!
O que levar para sua prima que acabou de ter nenê? CHOCOLATE e um ou dois pacotes de fralda!
Se todos comessem mais chocolate (em quantidades moderadas, é claro), o mundo seria muito mais feliz e apaixonado.

O segundo lugar ficou com o BRIGADEIRO, não importa se enroladinho ou de panela, com dois votos.
Outra dica para tornar a vida mais agradável: Comer, pelo menos uma vez por mês, uma super panela de brigadeiro na colherada mesmo.
Isso faz um bem!

O terceiro lugar ficou com a mousse de chocolate, com o bolo de chocolate e com o sorvete de chocolate, todos com um voto.

Nossos queridos ovos de páscoa e bomba de chocolate não receberam nenhum voto, mas também não deixam de estar entre uns dos doces mais deliciosos do universo.


OBS: Aceitamos propostas para as enquetes. Obrigada

domingo, junho 01, 2008

Erros que nem mesmo jornalistas cometem

Não somos matemáticos, mas isso nem a gente faz...


sexta-feira, maio 16, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

Diário de Bordo: Whitesnake

Voltando às origens do blog, mais um diário de bordo de grandes shows de rock!

Meu irmão decidiu comprar os ingressos para o show no dia em que as vendas começaram para o grande público. Foi. E mesmo assim só restava uma opção: pista.

Complicou, né? Porque, gente, olha o meu tamanho. Mas beleza, fui com meu papai, minha mamãe, meu irmãozinho, sua namorada e um amigo dele.

Sexta-feira, dia 9 de maio. Chegamos ao Credicard Hall por volta das 21 horas. Quase uma hora e meia de espera interminável. Durante esse tempo, vídeos de bandas de rock que irão se apresentar nos próximos meses na casa iam passando. Avenged Sevenfold, Megadeth (que terá cobertura do blog!) e Scorpions são alguns exemplos.

Depois, CD dos Rolling Stones e AC / DC. Até que as luzes apagaram! Quanta emoção! Meus pais viram o Whitesnake, banda liderada pelo “one and only” mr. David Coverdale, no Rock In Rio de 1985! A banda conta ainda com Doug Aldrich e Reb Beach nas guitarras, Timothy Drury no teclado, Uriah Duffy no baixo e Chris Frasier na bateria.

Abriram com uma música do novo CD, Good To Be Bad, chamada Best Years. Depois disso, alguns sucessos clássicos da banda, como Fool For Your Loving e Love Ain’t No Stranger. A romântica (e por que não dizer brega?) Is This Love também foi lembrada pelos hard rockers.

Solos de guitarra e bateria mostraram do que realmente é feito um show de rock: instrumentos altos e bem executados. As batidas foram sentidas em cada um dos presentes.

Mais alguns clássicos, incluindo da baladíssima The Deeper The Love em versão acústica e Soldier Of Fortune a capela. Coverdale não é o mesmo das décadas de 1970 e 1980, mas ainda canta. E como canta! Além disso, ele sabe animar uma platéia como poucos.

Para fechar, o medley mais que esperado de Burn e Stormbringer relembraram o início da carreira de Coverdale no Deep Purple. Era impossível cantá-la mais alto do que já fazíamos.

É, foi pra lavar a alma. Com certeza um dos melhores shows que já vi até hoje!

Set List
Best Years
Fool For Your Loving
Bad Boys
Can You Hear The Wind Blow
Love Ain’t No Stranger
Lay Down Your Love
Is This Love
Blues For Mylene / Snake Dancer
Crying In The Rain / drum solo
Ain’t No Love In The Heart Of The City
The Deeper The Love (unplugged)
Give Me All Your Love
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier Of Fortune (a capela)
Burn / Stormbringer

terça-feira, maio 06, 2008

Bancos e Consumidor

Olá!

Não sei se você está sabendo, mas algumas mudanças aconteceram no seu banco.

Provavelmente eles te enviaram uma carta mostrando o plano padrão deles com os serviços oferecidos e o valor.
É que dia 30 de abril a nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre tarifas bancárias divulgada em dezembro de 2007 (Resolução nº 3518 e Circular nº 3371) entrou em vigor e eles terão que oferecer um plano padrão, todos os bancos com os mesmos serviços, com os mesmos nomes e valor variável, para que assim o consumidor possa fazer uma melhor comparação.
Porém, cada um, bobos nem um pouco, criaram seus próprios planos e, por incrível que pareça, estão osferecendo mais serviços por um preço menor.
Só para lembrar: entre as mudanças mais úteis estão a padronização da nomenclatura das tarifas, a proibição da cobrança de tarifa por cheque de valor baixo (ou alto), assim como a proibição da cobrança de tarifa por cheque compensado.
Se quiser saber mais informações sobre isso para não sair perdendo seu dinheiro, acesse o site:
Também tem um vídeo bem legal que explica o que é essa tal de responsabilidade socioambiental dos bancos para que você não seja obrigado a ver propagandas com golfinhos, tartarugas e árvores e a voz do Wagner Moura e achar que tudo é tão lindo e se basear nisso para escolher seu banco.

Pois é, Gineceu também é informação útil para o cidadão.
Informe-se!!!

sexta-feira, maio 02, 2008

Fim!

“They all deserve to die.
Tell you why, Mrs. Lovett, tell you why.
Because in all of the whole human race
Mrs. Lovett, there are two kinds of men and only two
There's the one staying put in his proper place
And the one with his foot in the other one's face
Look at me, Mrs Lovett, look at you.
No, we all deserve to die
Tell you why, Mrs. Lovett, tell you why.
Because the lives of the wicked should be made brief
For the rest of us death will be a relief
We all deserve to die.”

Sweeney Todd – Epiphany


Exausta! Assim estou!
A cabeça não funciona, o corpo não responde àquilo que a cabeça não manda. Sigo por inércia... Ônibus, faculdade, trabalho, metrô, ônibus, casa, ônibus...
Quero ler livros, sites, textos, revistas... A cabeça não responde, não se concentra.
Quero ver vídeos, curtas, séries, ir ao cinema... Os olhos não enxergam, estão embaçados e mortos de sono.
Quero ir a exposições, teatro, palestras... As pernas doem, só doem e conhecem um único caminho: cama.
E essa exaustão parece chegar ao coração. A falta de ar sempre aparece, o coração dispara, mas não oxigena nada. Falta ar? Falta vontade?
Não, não penso em morrer, pelo contrário, quero viver o máximo que puder lúcida, ativa, bem. Porém é uma luta constante se manter vivo numa sociedade na qual todos querem morrer, todos só pensam em morte, na sua e na dos outros.
Tragédias e mais tragédias... A mídia adora cobri-las e o povo adora vê-las. Audiência nas alturas e crianças sendo mortas, morrendo de fome, morrendo de dengue, simplesmente morrendo.
Impossível ver tudo isso passando e não fazer nada ou ao menos se sentir mal, incomodado, escrever algo sobre, tentar tirar algo que não é seu de dentro de você.
É a rotina que começa a pesar, que não te deixa fazer o que gosta porque quer que você siga as regras impostas há anos. Não tem essa de “estou à frente de meu tempo”. Amigo, você só é assim porque vive aqui, agora, nesse momento sem desculpas. Não queira ser aquilo que não dá para ser. Situe-se! É melhor.
O cansaço faz a cabeça te mandar abrir uma página do Word, colocar um monte de palavras de forma “ordenada” e escrever aquilo que te faz perder algumas horas de sono, que te faz perder a alegria de se fazer aquilo que se gosta sem dar satisfações. O trabalho vazio cansa e muito. Procurar o que fazer quando se deveria recebe-las a cada momento, cansa.
A vida e a morte cansam, mas nem por isso “I deserve to die”.
Ver uma vida nova, sorridente e em paz te faz querer ver mais dessas, te faz querer ser uma dessas. Pelo menos eu espero e me esforço para ser uma vida- inspiração a alguém, assim como algumas são para mim.
Reconheço a dificuldade de se manter vivo, porém tenho certeza de que a dificuldade de se manter morto enquanto infinitas coisas se passam a sua volta é bem maior.
Respirar, se olhar no espelho, abrir uma janela, um guarda-chuva, beber água gelada, acariciar um cachorro, abraçar um urso de pelúcia, ser beijado, subir escada, tropeçar. Sinto-me aqui!
Início!
Esse texto e muitos outros podem ser encontrados no blog Sujeiras do Assoalho:
www.sujeirasdoassoalho.blogpost.com

quinta-feira, maio 01, 2008

Nosso muso

Galera, uma postagem de número tão importante, como é essa, a 350, merece ser uma homenagem ao nosso muso, não acham? Aí está, Johnny Depp, tocando guitarra!

sábado, abril 26, 2008

Promessas

Juro que a partir de agora, só publicarei algo de autoria minha.
Mas na verdade, estou triste com o Gineceu.
As meninas, até então unidas no primeiro ano, tiveram essa idéia legal para encher o saco dos meninos, porém, com o passar dos meses e já anos, as postagens foram rareando e, por isso, as visitas também.
Eu, como uma das maiores postadoras desse blog, podem conferir, cansei de não receber retorno sobre o que escrevi ou copiei de algum lugar (Dé, não fala de você, mulher, valeu pelos comments).
Acredito que um blog de um grupo se faz pelo grupo, não por uma dupla, né, Dé!?
Então, daqui a pouco, abandonarei esse lugar para me dedicar a projetos mais firmes e feitos por um grupo que não se separa por qualquer coisa, que não deixa de se falar ou de dar bom dia por um simples sorriso amarelo.
Falta mais união nesse mundo, isso se reflete nas pequenas coisas como o Gineceu.
O Androceu está aí, firme e forte, com postagens quase que diárias, com comentários, com um grupo na ativa, com união mesmo depois de desavenças e uma desgraça, o sumiço de seu conteúdo.
Mulheres, uni-vos!
Que emancipação é essa!

Gineceu, rumo às 350 postagens?

sexta-feira, abril 25, 2008

Desenhistas fazem HQ coletiva na Virada Cultural de São Paulo

Diego Assis Do G1, em São Paulo
Enquanto os paulistanos se preparam para enfrentar uma maratona de 24 horas de balada na Virada Cultural, evento que começa às 18h do sábado (26) e se estende até as 18h do domingo por toda a capital de SP, os desenhistas de histórias em quadrinhos decidiram se impôr uma meta ainda mais ousada: produzir uma única HQ, durante 58 horas, revezando-se entre 60 artistas.

A proposta é de Gualberto Costa e Daniela Baptista, proprietários da livraria especializada HQ Mix, que há cerca de quatro meses abriu as portas na Praça Roosevelt, centro da cidade. O mutirão de quadrinistas pretende colocar as mãos à obra já às 10h desta sexta-feira (25) e só descansar o pincel às 20h do domingo. Entre os desenhistas que irão participar do projeto estão representantes de diversas gerações da HQ nacional, como Laerte, Bira, Claudio, Zélio, Orlando Pedroso, Edgar Franco, Fido Nesti, Fabio Moon, Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Tiago Judas e outros. O estabelecimento vai funcionar durante todo o período, e o público terá a chance de ver e conversar com os quadrinistas, que se revezarão a cada uma hora. As páginas concluídas ficarão expostas na vitrine da loja.

'O crime do teishouku preto'
"A HQ não tem um roteiro pré-estabelecido. Onde um pára o outro continua, cada um desenhando no seu estilo e na sua técnica predileta, que vai de guache a lápis de cor, ecoline, aquarela", explica Gualberto. Parte de "uma história que nunca termina", nas palavras do proprietário da livraria, a HQ teve seu pontapé inicial dado meses atrás, quando 36 desenhistas, cada um em seu estúdio, foram desenhando consecutivamente as primeiras páginas. Participaram dessa primeira etapa, entre outros, os artistas Spacca, Eloar Guazzelli, Newton Foot, Carvall e Fernando Gonsales (clique aqui para ver as primeiras páginas da HQ).

Divulgação
Fernando Gonsales, da tira 'Niquel Nausea', também participou do projeto (Foto: Divulgação)
"Os personagens vão mudando à medida que mudam os desenhistas. Vai da pornografia à poesia, depois cai para uma linha mais de humor, depois vai para aventura. Tem até desenho do tipo mangá com texto em japonês", detalha Gualberto. Surreal como a história é título - aleatoriamente - escolhido para ela: "O crime do teishouku preto" (assim mesmo, com um "u" a mais). Segundo Gualberto, a proposta será passada adiante para outras "viradas culturais", em Curitiba, Porto Alegre e Recife. "A idéia é nunca chegar ao final. A cada cem a gente lança um álbum. Com isso, a gente vai ter um mapeamento de toda uma geração de desenhistas desse começo de milênio no Brasil." Junto com a maratona de desenhistas, a HQ Mix fará um saldão de quadrinhos nacionais e importados, de diversas editoras, com descontos de até 70%.


Jam Session HQ Mix
Quando: de sexta (25), às 10h, a domingo (27), às 20h
Onde: HQ Mix Livraria (Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo)
Informações: (11) 3258-7740
Leia mais notícias de Quadrinhos

sexta-feira, abril 18, 2008

Lilian Witte Fibe é a nova apresentadora do "Roda Viva"

Por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA

A jornalista Lilian Witte Fibe é a nova apresentadora do programa "Roda Viva", da TV Cultura. Sua estréia está prevista para a primeira semana do mês de junho.

Até o final de abril, o apresentador ainda será Carlos Eduardo Lins da Silva, com programas gravados, já que o jornalista assume, na próxima terça-feira (22) , o cargo de ombdsman do jornal Folha de S.Paulo.

Já no mês de maio, quando as gravações com Silva estarão encerradas, o programa contará com um apresentador interino, até a chegada de Lilian.

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a jornalista afirmou que recebeu o convite de Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura. "Conversei com Markun e achei que seria um jeito muito legal de voltar a fazer televisão".

Quando questionada sobre possíveis mudanças no formato do programa, Lilian afirma que não acredita que haverá modificações. "O programa é o programa", finalizou.

quinta-feira, abril 17, 2008

Cyberutopias e jornalismo

de Eugênio Bucci
O relatório The State of the News Media de 2008 (www.stateofthenewsmedia.org), divulgado este mês, traz uma radiografia, quer dizer, uma tomografia computadorizada do estado da imprensa nos Estados Unidos. Conduzido pelo Project for Excellence in Journalism, é vasto, quase exaustivo. Se publicado em livro, teria mais de 700 páginas. Ao mesmo tempo, é detalhista e analítico. O diretor do Project for Excellence in Journalism, Tom Rosenstiel, é a pessoa certa no lugar certo, como demonstra um dos livros que escreveu em parceria com Bill Kovach, The Elements of Journalism (New York: Three Rivers Press, lançado em 2001 e atualizado em 2007). A partir de centenas de conversas com profissionais e estudiosos da imprensa, essa obra procura identificar e definir os elementos essenciais do jornalismo em tempos de transformação. O relatório The State of the News Media, publicado anualmente desde 2004, parece perseguir a mesma pergunta e o mesmo método.
Em 2008, o estudo noticiou com destaque o incremento da liderança das redações convencionais no ambiente da internet: "Em que pese a existência de novas fontes, as pessoas consomem mais as notícias que as redações da velha mídia produzem." O cenário é interessante. Os dez sites noticiosos de maior audiência, em sua maioria extensões de marcas já consagradas na televisão ou na chamada "imprensa escrita" - como CNN, com 29,1 milhões de visitantes únicos por mês em 2007, ou The New York Times, com 14,7 milhões -, exercem praticamente uma "oligarquia", nos termos do relatório, dentro da rede. No jornalismo online, a concentração de audiência é ainda maior do que a verificada na mídia convencional. Os dez maiores sites respondem por 29% do total, enquanto os dez maiores jornais impressos representam apenas 19% do mercado. Essa concentração segue em crescimento, contrariando as previsões de que o aumento exponencial do número de portais, blogs e sites estilhaçaria o domínio de marcas tradicionais. Chama a atenção o avanço do New York Times, cuja audiência (em visitantes únicos por mês) deu um salto da ordem de 20% entre 2006 e 2007.
Diante desses dados, o que dizer das profecias que garantiam que a indústria e o mercado perderiam centralidade? Estavam todas furadas? Bem, ao menos em parte, estavam furadas, sim. É verdade que os cenários continuam indefinidos. A transição em que nos encontramos tende a perdurar e não se deve esperar que as coisas se imobilizem. De agora em diante, ao contrário, é bem possível que a idéia de transição vire um componente da idéia de estabilidade, ou seja, o sujeito - bem como as instituições - será cada vez mais desafiado a se localizar, a encontrar um equilíbrio mais ou menos estável, num mundo em movimento permanentemente, arranjado segundo configurações mutáveis e mutantes. Surpresas virão por aí. Ainda assim, é possível concluir com alguma segurança que os grandes títulos, a despeito dos vaticínios, não morrerão tão cedo.
Os dados recentes mostram que não há incompatibilidade entre os jornais tradicionais e as "novas mídias". Há contradições, muitas vezes, mas não incompatibilidades. Apesar de esse debate ter enveredado por discursos utópicos e melodramáticos, em que os blogs ficam com o papel de mocinhos e tudo o que seja convencional representa o vilão, os fatos indicam uma complementaridade entre uns e outros. Um dos mais inteligentes estudiosos das redes interconectadas, Yochai Benkler, autor de The Wealth of Networks - How Social Production Transforms Markets and Freedom (Yale University Press, 2006), descreve de modo desapaixonado o processo pelo qual as novas tecnologias habilitam indivíduos e pequenos grupos a se converterem em, como dizem, "provedores de conteúdo", baseados em relações de trabalho voluntárias e solidárias, não mediadas pelo mercado. Nascem daí fenômenos como a Wikipedia, um sucesso na web que contou com colaboração voluntária de, segundo Benkler, 50 mil co-autores. Ocorre que essas redes, se não se subordinam ao mercado, tampouco revogam o mercado: elas o modificam - para melhor. Elas o civilizam.
O mesmo se pode dizer com relação ao jornalismo. Por mais voluntariosas que sejam, as redes de voluntários não o revogam, mas podem ajudar a melhorá-lo. A demanda por notícias e análises confiáveis e independentes, em ambientes de debate que abriguem grandes contingentes de cidadãos, permanece acesa e viva. A necessidade de fóruns amplos e comuns é estrutural. O espaço público não pode prescindir de referenciais de alta visibilidade e fluxos intensos, que façam as vezes de nós de entroncamento do trânsito das idéias. É aí que entram as velhas redações jornalísticas, não porque são velhas, mas porque são jornalísticas. Num mundo em que o cidadão, finalmente, aprendeu a desconfiar da arrogância do (mau) jornalismo, as redações são chamadas a vincular credibilidade e inovação. Mais ainda, precisam demonstrar capacidade de liderar num ambiente em que a participação do público - muitas vezes como autor, mais que como consumidor das notícias - é a regra. Não por acaso, segundo apontou o The State of the News Media, um dos destaques do ano de 2007 é justamente o ambiente de alta inovação das redações americanas.
Inovar quer dizer inovar tecnologicamente e eticamente. E inovar eticamente quer dizer reencontrar, em novas bases, princípios aparentemente antigos, como independência e respeito ao cidadão - respeito que inclui diálogo horizontal. Para isso apenas a imprensa livre - pública ou comercial, não importa, mas livre de verdade - é capaz de dar respostas adequadas. As redações, velhas ou novas, inovam quando reinventam a função pública do jornalismo. Parece uma trama complicada, mas alguns já conseguiram.
Eugênio Bucci, formado em Jornalismo e Direito pela Universidade de São Paulo, doutor em Ciências da Comunicação da USP, escreve quinzenalmente para o Observatório da Imprensa na internet

sexta-feira, abril 11, 2008

Jornalismo Cultural


No blog Digestivo Cultural, Tais Laporta entrevista vários profissionais que escrevem nas grandes mídias brasileiras (Folha, Estadão, Bravo!, Veja), mostrando assim a opinião de cada um sobre a crítica em nosso país e o que, para eles é ser um bom crítico e ter um bom texto.

Sinceramente, o Graieb (editor-executivo da revista Veja) é um topeira e o Cypriano é bem espertinho.


Aproveitem e mexam no blog. Tem bastante coisa legal e quase sempre tem promoções interessantes, como para ganhar livros e palestras.


quarta-feira, abril 09, 2008

How to be

Não sei se vocês já viram essa série de vídeos, mas é bem engraçada. São cursos rápidos de como ser ninja, gangster, emo e nerd. Assistam nessa ordem. No final tem erros de gravação.

Ninja
http://www.youtube.com/watch?v=JdLCEwEFCMU
Gangster
http://www.youtube.com/watch?v=khFhF64P3VQ
Emo
http://www.youtube.com/watch?v=pK4bLMd0avU
Nerd
http://www.youtube.com/watch?v=ndiRRjCyV_E

PS: Será que só eu que sou boba e fiquei um tempão rindo disso?

Fernanda Lima grávida e nua


Amanhã chega nas bancas a Rolling Stone desse mês e eu nem li a do mês passado. Shit!!! Então...
Mas a folha adiantou a capa: FERNANDA LIMA GRÁVIDA, NUA E LINDA...
Além disso, gostei bastante das matérias da capa.
Ótima revista para comprar e se distrair, além de entender um tiquinho mais de política, no meu caso, por exemplo.

OBS: Se o Bruno reclamar que só posto foto do Johnny Depp, ele apanha dessa vez.

Beijos ansiosos

domingo, abril 06, 2008

Mario 64

Olha só como esse cara fechou o clássico jogo Mario 64:

http://www.youtube.com/watch?v=DTzs9bcNgMQ

Sem graça, né?