
sábado, novembro 01, 2008
Imagens viciantes

quarta-feira, outubro 01, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
Joguinho musical
http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/logosdebandas/
Have fun!
sexta-feira, agosto 29, 2008
Nossa classe média é culturalmente pobre
Leiam e comentem!
Nossa classe média é culturalmente pobre
Celebremos a pesquisa divulgada pela FGV no começo de agosto: diminuiu o número de pobres e a classe média brasileira cresceu, representando mais da metade da população (51,89%). Os critérios são confusos e a faixa de renda dessa Classe C, elástica: famílias com renda domiciliar total entre R$ 1.064,00 e R$ 4.591,00. Mas fiquemos com a manchete: somos um país de classe média, não mais um país de miseráveis, e afora uma ou outra imprecisão estatística, é de se comemorar principalmente pela tendência a médio prazo.
Para os que lidam com a cultura, entretanto, uma pergunta se impõe: o que significa para a cultura esse aumento da classe média? E a constatação é aterradora: nossa classe média é pobre, culturalmente muito pobre. Não vai ao cinema, não compra nem lê livros, não freqüenta museus.
Para explicar um pouco melhor essa conclusão, irei comparar os resultados da pesquisa da FGV, amplamente divulgados pela mídia, com dados publicados pelo jornalista Carlos Scomazzon em sua coluna do portal Artistas Gaúchos, "Afinal, quem tem acesso à cultura no Brasil?".
Scomazzon destaca que, de acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE no ano passado, os 10% mais ricos do Brasil são responsáveis por cerca de 40% de todo o consumo cultural no país. Ainda segundo a mesma pesquisa, apenas 7,3% dos municípios possuem cinemas e 18,8% das cidades têm teatros ou casas de espetáculo, menos de 10% dos brasileiros vão pelo menos uma vez por ano ao cinema, e aqueles que freqüentam as salas com mais regularidade não chegam a totalizar 5%, sendo que 87% dos brasileiros nunca foram ao cinema ver um filme. Outro dado estarrecedor é que 90% dos municípios não têm equipamentos culturais, e 92% da população nunca entrou em um museu.
Já uma pesquisa de Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que as dificuldades de acesso da população à cultura consta em primeiro lugar entre os fatores causadores de desigualdades entre os brasileiros, seguido pelo acesso à educação. As famílias com maior poder econômico, diz o estudo, gastam 30% a mais com educação do que as mais pobres e, desta forma, têm acesso mais fácil à cultura.
O jornalista ainda esmiúça os dados que se referem à leitura entre a população brasileira, a partir de pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência. Segundo a pesquisa, o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano, mas quando contabilizada apenas a leitura feita por pessoas que não estão mais na escola, a conta fica em 1,3 livro por ano. Já a média de livros comprados pelos brasileiros fica em 1,1 livro por ano.
Sei que os dados assim condensados e expostos podem cansar e confundir, mas vamos agora comparar os números trazidos pelo texto de Scomazzon com a pesquisa da FGV. Segundo esta pesquisa, as classes A e B representam 15,52% da população brasileira, a classe C representa 51,89% e as classes D e E 32,59%. Agora, se 87% dos brasileiros nunca foram ao cinema ver um filme e 92% da população nunca entrou em um museu, significa, a grosso modo, que o equivalente às classes C, D e E inteiras e parte da classe B nunca foram ao cinema ou ao museu!
Desculpe o ponto de exclamação e a matemática grosseira, mas esse número apenas representa e sintetiza o que fica do cruzamento das pesquisas, algo que percebemos no dia-a-dia: nossa classe média ainda é culturalmente muito pobre. Não por acaso a enorme audiência das novelas globais e dos BBBs (inclusive na TV a cabo), não por acaso o sucesso da música "Créu", não por acaso o clipe da "Dança do Quadrado" no YouTube tem mais de 10 milhões de views! Não venham me dizer que são os pobres os consumidores dessa chamada cultura de massa, de gosto duvidoso. De forma alguma, são pessoas com casa, computador, às vezes TV a cabo.
Na coluna de Carlos Scomazzon, sua preocupação maior é mostrar que a grande maioria da população não tem acesso à cultura, mas eu iria mais além: essa população não tem acesso à educação satisfatória e, em conseqüência, não tem acesso à cultura ou simplesmente não valoriza a cultura. Porque se é verdade que um show de Caetano, Djavan ou Gil mesmo com leis de incentivo têm preços proibitivos (acima de R$ 100,00, ou seja, quase 10% de toda renda familiar dessa "nova classe C"), também é verdade que diversas atividades são oferecidas gratuitamente: há livros à venda por preço de xerox nos sebos, músicos que disputam espaço nos restaurantes da cidade, exposições com visitação aberta na maioria das capitais, sites e programas de TV voltados à cultura e não apenas ao entretenimento. Mas esse público, a classe média pobre culturalmente, começa por não perceber valor na produção artística local, prefere uma vez por ano assistir o ator global no teatro do que 10 vezes ao longo do mesmo ano descobrir as melhores peças de seus conterrâneos, levar filhos, amigos.
Verdade que é mais fácil em cinco anos aumentar o salário de um trabalhador em R$ 500,00, o que o colocaria entre essa "nova classe C", do que fazê-lo deixar a novela da noite ou o futebol do domingo para ir a uma peça gratuita de teatro universitário ou a uma recém-inaugurada biblioteca. Mas espero que o país como um todo compreenda que uma coisa é tão importante quanto a outra.
Os Titãs já cantavam "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". E ainda que se concorde que num primeiro momento o importante seja saciar a fome, a falta de moradia, de higiene, não se pode imaginar que um país será melhor simplesmente porque sua população ganha um pouco mais. Pierre Bourdieu, filósofo francês contemporâneo, tem um conceito muito interessante a esse respeito, o do capital simbólico.
Segundo Bourdieu, a posse do capital econômico confere, aos que o possuem, poder sobre os desprovidos, mas é pelo controle do capital simbólico que os dominantes impõem aos dominados seu arbitrário cultural, as hierarquias, as relações de dominação, fazendo-os percebê-las como legítimas. O capital cultural seria um desses capitais simbólicos, o que nos permite entender por que a mobilidade social a partir da classe C é tão mais difícil: ela não envolve apenas a capacidade de ganhar dinheiro, mas também o conhecimento de mundo que será fundamental para a consolidação das relações sociais.
Dessa forma, devemos comemorar, sim, a maioria "Classe C", mas como professores, jornalistas, escritores, artistas, precisamos criar nessa população o hábito de consumir uma cultura plural, de valorizar a produção artística mais genuína, e não ficar restrita à TV aberta, aos hits do YouTube ou aos blockbusters hollywoodianos. Se é verdade que o brasileiro, em média, compra apenas um livro por ano e vai uma vez por ano ao cinema, o grande desafio de cada escritor, músico, ator, cineasta não é superar outro escritor, músico, ator, cineasta, é aumentar essa média para um e meio, dois, três por ano.
Para terminar, deixo um pensamento de Daniel Pennac que sintetiza qual deve ser nosso papel já que não temos, individualmente, forças para mudar a cultura mass media de nossa sociedade: "o dever de educar consiste, no fundo, no ensinar as crianças a ler, iniciando-as na Literatura, fornecendo-lhes meios de julgar livremente se elas sentem ou não a 'necessidade de livros'. Porque, se podemos admitir que um indivíduo rejeite a leitura, é intolerável que ele seja rejeitado por ela".
Marcelo Spalding
Porto Alegre, 21/8/2008
Texto retirado do site: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2600
domingo, agosto 10, 2008
Momento JABACULÊ
Meu plano é dar um gás no Zine Qua Non (lembra dele?) e no ZQN Dicas (blog de dicas do Zine Qua Non).
Comecei hoje!
Confira matéria exclusiva feita por mim. É isso aí!
Beijos
sexta-feira, agosto 01, 2008
Nerd mode: on!

Três grandes fases de um dos mais queridos personagens dos games: o Mario. A primeira, quando ele nem tinha jogo próprio, era parte do mundo do Donkey Kong. A segunda, em sua versão mais clássica e a terceira, já em 3D, no Nintendo 64.
terça-feira, julho 29, 2008
quarta-feira, julho 09, 2008
Falta realidade na vida dos políticos brasileiros!
terça-feira, julho 01, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
E???
Alguém deve estar pensando: Nossa, cara, que mina invejosa!
Então, não vejo isso como inveja, pois tem um monte de gente tendo filhinhos por aí, eu tenho essa sensação de "estou parada, nada acontece, nada muda meu rumo" e, nem por isso, quero ter um filho agora.
Sinceramente isso não me faz bem e não sei o que fazer para acabar com essa coisa que não me deixa ir para a frente.
Chega a ser ridículo. Tem casos nos quais eu começo a gostar de algum programa de tv, ou da internet, de rádio, qualquer coisa, acho interessante, vejo que é um puta trabalho profissional, que eu gostaria de fazer algo parecido, pesquiso mais sobre e daí começa a depressão.
E não é exagero, é depressão mesmo, porque parece que acabou. Acabou o quê? Não sei, mas acabou.
Tento pensar: Meu, você tem uma vida legal, faz faculdade de jornalismo em uma das maiores faculdades do país e não paga um real por isso, gosta do curso, tem uma iniciação científica aprovada, um namorado que ama e que te ama, uma família incrível, um fanzine, projetos a serem feitos... Não adianta! Isso não funciona comigo.
Depois vem a segunda depressão por ver que a vida está aí, cheia de planos e, mesmo assim, eu me sinto alheia a ela, fora dos planos de minha própria vida.
Complicado?
Imagine para mim que não acho uma solução, nem atividades que possam me distrair.
É um ciclo sem fim e que não pára. É a única coisa que eu sei que vai para algum lugar e, ao mesmo tempo, não sai do lugar. Ciclos e mais ciclos...
O que fazer?
Sentar e esperar não é a melhor opção.
Talvez caminhar, ver e-mail, gravar vídeos e fazer fanzine ajude em alguma coisa.
Difícil!
Para ler mais teextos de Paula Cabral Gomes, entrar no blog Sujeiras do Assoalho:
www.sujeirasdoassoalho.blogspot.com
sexta-feira, junho 20, 2008
MARCELO CAMELO e HURTMOLD

Para quem gosta de um e/ou do outro, ótimas notícias.
Em setembro, Marcelo Camelo iniciará a turnê de lançamento de seu primeiro cd solo, que contou com a participação dos integrantes da banda Hurtmold nas gravações, além dezenas de outros artistas como Clara Sverner, Domenico Lancellotti e Dominguinhos.
A banda o acompanhará pelo país, inclusive em dois shows já marcados no Rio de Janeiro nos dias 13 e 14 no Canecão.
No MySpace do cantor e compositor, há duas músicas disponíveis ("Doce solidão" e "Teo e a Gaivota") para matar um pouco a curiosidade dos fãs. Também pode-se ver um vídeo feito para "Téo e o Gaivota".
Para mais informações: www.myspace.com/marcelocamelo
sábado, junho 07, 2008
Diário de Bordo: Megadeth
A princípio, ia com meu pai, minha mãe e meu irmão. Por um imprevisto, meu pai não pode ir e o substituto foi o Gustavo. Como nossos lugares eram as cadeiras, chegamos mais ou menos em cima da hora. O show atrasou um pouco, começando às 22h15.
A banda liderada pelo vocalista / guitarrista Dave Mustaine conta com Chris Broderick na guitarra, James Lomenzo no baixo e Shawn Drover na bateria. O quarteto abriu com Sleepwalker, um dos hits do último CD, United Abominations, lançado no ano passado.
Depois das ótimas Skin O’ My Teeth e Washington Is Next!, a banda começou a tocar Kick The Chair. Só começou. Mustaine já havia reclamado de problemas técnicos e eles fizeram os músicos deixarem o palco para que a produção tentasse resolvê-los.
O público, irritado, jogava sapatos no palco e gritava protestos, entre eles o nome da banda-rival: Metallica. Depois de aproximadamente meia hora, o Megadeth voltou para terminar a música e dar continuidade ao show, com um clássico: Hangar 18.
She Wolf e a belíssima A Tout Le Monde seguiram. Mustaine ainda explicou que o intervalo aconteceu porque nós merecíamos ouvir o melhor som que eles poderiam tocar. Recuperaram a platéia.
Sweating Bullets, Symphony Of Destruction e Peace Sells foram não apenas cantadas, mas gritadas pelo público. Fecharam com um dos maiores sucessos, Holy Wars. Das cadeiras, víamos a pista se movendo, como ondas, em rodas, em pirâmides.
Apesar dos problemas, o show foi excelente. O set list poderia ser melhor, afinal muitas músicas boas ficaram de fora, como por exemplo, Trust e Angry Again, entre muitas outras, que são, inclusive, melhores que algumas tocadas por aqui. Porém, não podemos reclamar. Bandas boas sempre fazem apresentações incríveis.
Set list
Sleepwalker
Wake Up Dead
Take No Prisoners
Skin O' My Teeth
Washington Is Next!
Kick The Chair
In My Darkest Hour
Hangar 18
She Wolf
A Tout Le Monde
Solo de guitarra
Tornado Of Souls
Ashes In Your Mouth
Burnt Ice
Sweating Bullets
Symphony Of Destruction
Peace Sells
Holy Wars
sexta-feira, junho 06, 2008
E agora?
Não adianta, a ansiedade não passa.
Agora é a vez de meus dedos sofrerem.
As unhas estão quebradas, as peles comidas.
Meu rosto é cheio de marcas.
Minhas testa só tem cicatrizes.
O que acontece?
Por que acontece?
Não adianta ler, não adianta ouvir música, nem assistir televisão.
O cinema me tranquiliza um pouco, mas é insuficiente.
O que fazer?
Usar uma camisa de força é uma boa idéia.
Mas tenho medo de começar a roer as unhas dos pés.
CHOCOLATE: O melhor doce do universo

Qual doce se iguala a ele ou o supera? Provamos que nenhum.
Portanto, uma dica para os mocinhos e as mocinhas que acreditam nessa data bizarra e completamente comercial que é o Dia dos Namorados: COMPREM CHOCOLATE!
Há dúvidas com relação a qual presente comprar para seu/sua amado(a)? CHOCOLATE!
Não sabe o que dar de presente para seu/sua amigo(a) que faz aniversário? CHOCOLATE!
O que levar para sua prima que acabou de ter nenê? CHOCOLATE e um ou dois pacotes de fralda!
Se todos comessem mais chocolate (em quantidades moderadas, é claro), o mundo seria muito mais feliz e apaixonado.
O segundo lugar ficou com o BRIGADEIRO, não importa se enroladinho ou de panela, com dois votos.
Outra dica para tornar a vida mais agradável: Comer, pelo menos uma vez por mês, uma super panela de brigadeiro na colherada mesmo.
Isso faz um bem!
O terceiro lugar ficou com a mousse de chocolate, com o bolo de chocolate e com o sorvete de chocolate, todos com um voto.
Nossos queridos ovos de páscoa e bomba de chocolate não receberam nenhum voto, mas também não deixam de estar entre uns dos doces mais deliciosos do universo.
OBS: Aceitamos propostas para as enquetes. Obrigada
domingo, junho 01, 2008
sexta-feira, maio 16, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
Diário de Bordo: Whitesnake
Voltando às origens do blog, mais um diário de bordo de grandes shows de rock!
Meu irmão decidiu comprar os ingressos para o show no dia em que as vendas começaram para o grande público. Foi. E mesmo assim só restava uma opção: pista.
Complicou, né? Porque, gente, olha o meu tamanho. Mas beleza, fui com meu papai, minha mamãe, meu irmãozinho, sua namorada e um amigo dele.
Sexta-feira, dia 9 de maio. Chegamos ao Credicard Hall por volta das 21 horas. Quase uma hora e meia de espera interminável. Durante esse tempo, vídeos de bandas de rock que irão se apresentar nos próximos meses na casa iam passando. Avenged Sevenfold, Megadeth (que terá cobertura do blog!) e Scorpions são alguns exemplos.
Depois, CD dos Rolling Stones e AC / DC. Até que as luzes apagaram! Quanta emoção! Meus pais viram o Whitesnake, banda liderada pelo “one and only” mr. David Coverdale, no Rock In Rio de 1985! A banda conta ainda com Doug Aldrich e Reb Beach nas guitarras, Timothy Drury no teclado, Uriah Duffy no baixo e Chris Frasier na bateria.
Abriram com uma música do novo CD, Good To Be Bad, chamada Best Years. Depois disso, alguns sucessos clássicos da banda, como Fool For Your Loving e Love Ain’t No Stranger. A romântica (e por que não dizer brega?) Is This Love também foi lembrada pelos hard rockers.
Solos de guitarra e bateria mostraram do que realmente é feito um show de rock: instrumentos altos e bem executados. As batidas foram sentidas em cada um dos presentes.
Mais alguns clássicos, incluindo da baladíssima The Deeper The Love em versão acústica e Soldier Of Fortune a capela. Coverdale não é o mesmo das décadas de 1970 e 1980, mas ainda canta. E como canta! Além disso, ele sabe animar uma platéia como poucos.
Para fechar, o medley mais que esperado de Burn e Stormbringer relembraram o início da carreira de Coverdale no Deep Purple. Era impossível cantá-la mais alto do que já fazíamos.
É, foi pra lavar a alma. Com certeza um dos melhores shows que já vi até hoje!
Set List
Best Years
Fool For Your Loving
Bad Boys
Can You Hear The Wind Blow
Love Ain’t No Stranger
Lay Down Your Love
Is This Love
Blues For Mylene / Snake Dancer
Crying In The Rain / drum solo
Ain’t No Love In The Heart Of The City
The Deeper The Love (unplugged)
Give Me All Your Love
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier Of Fortune (a capela)
Burn / Stormbringer
terça-feira, maio 06, 2008
Bancos e Consumidor
Olá!sexta-feira, maio 02, 2008
Fim!
Sweeney Todd – Epiphany
Exausta! Assim estou!
A cabeça não funciona, o corpo não responde àquilo que a cabeça não manda. Sigo por inércia... Ônibus, faculdade, trabalho, metrô, ônibus, casa, ônibus...
Quero ler livros, sites, textos, revistas... A cabeça não responde, não se concentra.
Quero ver vídeos, curtas, séries, ir ao cinema... Os olhos não enxergam, estão embaçados e mortos de sono.
Quero ir a exposições, teatro, palestras... As pernas doem, só doem e conhecem um único caminho: cama.
E essa exaustão parece chegar ao coração. A falta de ar sempre aparece, o coração dispara, mas não oxigena nada. Falta ar? Falta vontade?
Não, não penso em morrer, pelo contrário, quero viver o máximo que puder lúcida, ativa, bem. Porém é uma luta constante se manter vivo numa sociedade na qual todos querem morrer, todos só pensam em morte, na sua e na dos outros.
Tragédias e mais tragédias... A mídia adora cobri-las e o povo adora vê-las. Audiência nas alturas e crianças sendo mortas, morrendo de fome, morrendo de dengue, simplesmente morrendo.
Impossível ver tudo isso passando e não fazer nada ou ao menos se sentir mal, incomodado, escrever algo sobre, tentar tirar algo que não é seu de dentro de você.
É a rotina que começa a pesar, que não te deixa fazer o que gosta porque quer que você siga as regras impostas há anos. Não tem essa de “estou à frente de meu tempo”. Amigo, você só é assim porque vive aqui, agora, nesse momento sem desculpas. Não queira ser aquilo que não dá para ser. Situe-se! É melhor.
O cansaço faz a cabeça te mandar abrir uma página do Word, colocar um monte de palavras de forma “ordenada” e escrever aquilo que te faz perder algumas horas de sono, que te faz perder a alegria de se fazer aquilo que se gosta sem dar satisfações. O trabalho vazio cansa e muito. Procurar o que fazer quando se deveria recebe-las a cada momento, cansa.
A vida e a morte cansam, mas nem por isso “I deserve to die”.
Ver uma vida nova, sorridente e em paz te faz querer ver mais dessas, te faz querer ser uma dessas. Pelo menos eu espero e me esforço para ser uma vida- inspiração a alguém, assim como algumas são para mim.
Reconheço a dificuldade de se manter vivo, porém tenho certeza de que a dificuldade de se manter morto enquanto infinitas coisas se passam a sua volta é bem maior.
Respirar, se olhar no espelho, abrir uma janela, um guarda-chuva, beber água gelada, acariciar um cachorro, abraçar um urso de pelúcia, ser beijado, subir escada, tropeçar. Sinto-me aqui!
Início!
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