
E quem disse que o gineceu não gosta de esporte?
A seleção brasileira de vôlei conquistou na madrugada de quinta a 2ª colocação no mundial. Perdemos para as gigantes russas por 3 sets a 2. Ok, valeu a tentativa. O título, ainda inédito para nossas jogadoras foi adiado. Contudo, temos que parabenizá-las. O vôlei no Brasil cresce exponencialmente a cada ano. Jogadores mais profissionais, técnicos e estratégias cada vez melhores. As meninas perderam, mas fizeram uma grande campanha.
O Brasil foi o único time a permanecer invicto até a final e perdemos para uma seleção absolutamente incrível. As russas Sokolova, Godina e Gamova são, talvez, as melhores jogadoras da atualidade. Gamova é um monstro na quadra, com 2,02 metros de altura, ágil e com um repertório de jogadas bastante criativo. Godina é a rainha do saque, com a maior média de acertos do campeonato e Sokolova é uma atacante forte, segura e imprevisível.
No primeiro set, dominamos o jogo ao desequilibrar as russas no saque. Fabiana marcou 5 pontos seguidos de saque, mirando estrategicamente em Sokolova ou Gamova, tirando-as do ataque e fugindo da líbero. Fechamos o set com 10 pontos de vantagem. Mas algo aconteceu no segundo set: a imaturidade do time. Não conseguimos manter o ânimo e com espírito de união, o time todo parecia morrer em quadra. O terceiro set parecia um passeio russo. Corríamos atrás, tentávamos alcançar as russas, mas as meninas pareciam não acreditar ser possível. Com a entrada de Renatinha e Mari o Brasil melhorou e venceu o quarto set. Era a decisão, tie-break, 15 pontos. Os times se equilibraram, mantinhamos vantagem com muito custo e a 2 pontos da vitória, a pressão finalmente atingiu nossas meninas. Talvez a lembrança da partida olímpica, mas algo fez com que a concentração do time se perdesse. As russas viraram, tirando o sonho do primeiro título mundial de vôlei feminino.
Destaque para a grande Sheila, sempre certeira. Para Fofão, nossa grande levantadora. Mas a rainha do time nessa partida foi Fabiana. Saque fulminate e, infelizmente, pouco utilizada para o ataque central. Toda vez que o Brasil optou pelo ataque central de Fabiana, a bola acertou o chão das adversárias. O Brasil pecou em usar apenas suas ponteiras contra um time alto e forte como a Rússia. Pecou em controle emocional. Pecou ao deixar de forçar o saque, pois o ponto fraco russo é a falta de uma boa levantadora. Se a bola não batia na líbero, o time russo se desestruturava e não conseguia recuperar a jogada.
Porém, somos um grande time. O técnico do time russo, com suas gigantes, disse que adoraria ter nossas meio-de-rede, Walewska e Fabiana, e a levantadora Fofão. Foram duas escolas diferentes de vôlei se enfrentando e com um pouco mais de controle e sangue-frio, o Brasil teria levado o título. Agora, resta torcer pelos meninos do Bernadinho, no mundial masculino. Começa na madrugada de sexta, Brasil vesus Cuba, às 03 da manhã. Nesse caso, vale a pena esperar, pegamos o grupo da morte, contudo, somos os mais fatais. Que venha o Bi masculino.
Elis (muda e aproveitando para expressar-se por escrito)
A seleção brasileira de vôlei conquistou na madrugada de quinta a 2ª colocação no mundial. Perdemos para as gigantes russas por 3 sets a 2. Ok, valeu a tentativa. O título, ainda inédito para nossas jogadoras foi adiado. Contudo, temos que parabenizá-las. O vôlei no Brasil cresce exponencialmente a cada ano. Jogadores mais profissionais, técnicos e estratégias cada vez melhores. As meninas perderam, mas fizeram uma grande campanha.
O Brasil foi o único time a permanecer invicto até a final e perdemos para uma seleção absolutamente incrível. As russas Sokolova, Godina e Gamova são, talvez, as melhores jogadoras da atualidade. Gamova é um monstro na quadra, com 2,02 metros de altura, ágil e com um repertório de jogadas bastante criativo. Godina é a rainha do saque, com a maior média de acertos do campeonato e Sokolova é uma atacante forte, segura e imprevisível.
No primeiro set, dominamos o jogo ao desequilibrar as russas no saque. Fabiana marcou 5 pontos seguidos de saque, mirando estrategicamente em Sokolova ou Gamova, tirando-as do ataque e fugindo da líbero. Fechamos o set com 10 pontos de vantagem. Mas algo aconteceu no segundo set: a imaturidade do time. Não conseguimos manter o ânimo e com espírito de união, o time todo parecia morrer em quadra. O terceiro set parecia um passeio russo. Corríamos atrás, tentávamos alcançar as russas, mas as meninas pareciam não acreditar ser possível. Com a entrada de Renatinha e Mari o Brasil melhorou e venceu o quarto set. Era a decisão, tie-break, 15 pontos. Os times se equilibraram, mantinhamos vantagem com muito custo e a 2 pontos da vitória, a pressão finalmente atingiu nossas meninas. Talvez a lembrança da partida olímpica, mas algo fez com que a concentração do time se perdesse. As russas viraram, tirando o sonho do primeiro título mundial de vôlei feminino.
Destaque para a grande Sheila, sempre certeira. Para Fofão, nossa grande levantadora. Mas a rainha do time nessa partida foi Fabiana. Saque fulminate e, infelizmente, pouco utilizada para o ataque central. Toda vez que o Brasil optou pelo ataque central de Fabiana, a bola acertou o chão das adversárias. O Brasil pecou em usar apenas suas ponteiras contra um time alto e forte como a Rússia. Pecou em controle emocional. Pecou ao deixar de forçar o saque, pois o ponto fraco russo é a falta de uma boa levantadora. Se a bola não batia na líbero, o time russo se desestruturava e não conseguia recuperar a jogada.
Porém, somos um grande time. O técnico do time russo, com suas gigantes, disse que adoraria ter nossas meio-de-rede, Walewska e Fabiana, e a levantadora Fofão. Foram duas escolas diferentes de vôlei se enfrentando e com um pouco mais de controle e sangue-frio, o Brasil teria levado o título. Agora, resta torcer pelos meninos do Bernadinho, no mundial masculino. Começa na madrugada de sexta, Brasil vesus Cuba, às 03 da manhã. Nesse caso, vale a pena esperar, pegamos o grupo da morte, contudo, somos os mais fatais. Que venha o Bi masculino.
Elis (muda e aproveitando para expressar-se por escrito)
7 comentários:
\o/
Habermas e o esporte no Gineceu... quem imaginou que esse dia chegaria hehehe
Tá ótimo Elis!
=***
E os meninos estrearam vencendo de Cuba por 3 sets a 1. Vamos torcer para que tenham a calma que faltou às meninas.
Bom texto Elis ... é bom ver uma coluna de jornalismo esportiva no gineuceu também.
o volêi no Brasil é muito bom porque tem um trabalho muito forte nas categorias de base...mas tem muitos desafios ainda pra quem quer ser jogador : o brasil é o país do futebol e isso é uma merda!
Elis, boa iniciativa!
Nunca fui a um estádio de futebol, mas sempre que o Brasil joga no Ibirapuera, estou lá!
É impossível descrever a emoção de assistir um jogo de vôlei de nossa seleção. O hino, a torcida, os pontos... Lindo!
O esporte tem um futuro muito promissor por aqui. Cada vez mais, conquista fãs pelas excelentes campanhas que fazem nos campeonatos que disputam.
Além disso, há toda a questão da lição de vida que os jogadores nos passam. São pessoas que têm um orgulho verdadeiro de ser brasileiro. Bem que certos políticos poderiam tê-los como modelo...
Adorei o texto!
Fiquei triste pelas meninas do vôlei.
Mas esse vice só comprova que o Brasil tbm é o país do voleibol.
Postar um comentário