sábado, abril 14, 2007

Diário de Bordo: Velvet Revolver e Aerosmith

São Paulo, 12 de abril de 2007.

Os ingressos começaram a ser vendidos numa sexta-feira. Já familiarizada com o caso “Roger Waters” (em que as meias evaporaram), fui comprar no domingo. Consegui uma das últimas meias, na arquibancada azul. Quem me acompanha? Meu irmão e um de seus amigos do colégio, o Marco (também conhecido como Frango, não sei o motivo do apelido).

Os meninos queriam chegar umas quatro horas, sendo que os portões iam abrir às cinco. Nada feito, pedi até convencê-los de chegar mais tarde, sete horas.

Tudo tranqüilo, sem fila pra entrar. Pegamos bons lugares e esperamos por um booom tempo. O que os meninos fizeram pra passar o tempo? Comeram. Sim, comeram. O Habib’s fez uma caixa com uma esfiha, um quibe e um doce de romeu e julieta a R$5,00. Salgadinhos a R$3,00 ou R$4,00, dependendo da marca. Sorvete de chocolate e coco a R$4,00 e de limão a R$3,00. Entre outros petiscos que não prestei atenção no preço, como castanhas e amendoins. Além de um mini-copo de água a R$2,00.

Ao meu lado, mãe e filha brigavam. Aparentemente (não sou xereta nem fofoqueira, elas que falavam alto), os amigos da garota estavam na pista e ela queria estar com eles e não com a mãe. A mãe era uma cabeça dura. E me justifico.

Todo mundo que já foi em show sabe que o pessoal que vai na pista e não faz questão de ficar na grade costuma sentar em rodas com os amigos pra conversar. A mulher solta a pérola: “Olha só cada gente burra. Gasta R$160,00 pra ficar sentado no chão desse jeito com os amigos? Pra quê? É só ir no Parque do Ibirapuera de domingo. Dá na mesma!” (d’ oh!)

E a filha não facilitava. Gritava ao falar ao celular e ficava demonstrando sua vontade de pular pra pista, o que é impossível, já que estávamos, caso você não tenha prestado atenção, na arquibancada, lá em cima!

Fora isso, a besta da mãe me deu um banho de cerveja. Um vendedor ambulante queria passar e a senhora não tirava seu copo da frente dele, apenas falava: “Cuidado com a minha cerveja!”. O vendedor não ouviu e bateu sua cesta de produtos no copo. Isso, grande, justo eu, tomando banho de cerveja. Que agradável!

A sorte foi que, pouco tempo depois, tomei banho de água. Começou a chover. E como eu não sou feita de açúcar e o dinheiro aqui em casa não cresce em árvore, não comprei capa de chuva (que passou de R$10,00 pra R$20,00). Fora que os vendedores sumiram, desapareceram! Fiquei ensopada. Dava pra torcer minha calça. Mas logo a chuva passou e o show começou.

O Velvet Revolver entrou no palco um pouco depois das nove horas. Gritos! Gritos! Mais gritos! Abriram com uma música do novo CD, Libertad, que ainda não foi lançado. Depois, tocaram alguns sucessos do primeiro álbum, Contraband, como Do It For The Kids e Sucker Train Blues.

Revezaram músicas do CD novo e clássicos das ex-bandas dos integrantes. Pra quem não lembra, Scott Weiland foi vocalista da banda grunge Stone Temple Pilots e Slash, Duff e Matt Sorum eram, respectivamente, guitarrista, baixista e baterista da banda de hard rock Guns ‘N’ Roses. Dos Pilots rolaram as excelentes Crackerman e Sex Type Thing e do Guns, It’s So Easy e Mr. Brownstone.

Cada vez que Slash aparecia no telão do estádio a galera ia à loucura! Quando ele solava então, nem se fala! Famoso por seus solos simples, mas cheios de feeling, o guitarrista fez história no Guns. Os riffs dos clássicos da banda são reconhecidos facilmente por qualquer roqueiro.

O Velvet tocou ainda a belíssima balada autobiográfica Fall To Pieces, Set Me Free e fechou com o primeiro grande sucesso da banda, Slither.

Uma pena que o show teve apenas pouco mais de uma hora de duração. O encrenqueiro Weiland está em ótima forma vocal, bastante fiel às gravações em estúdio, e com uma ótima presença de palco, gritando, pulando e usando seu famoso megafone.

O instrumental do Velvet também estava fantástico. Não se espera menos de Slash e Duff, que fizeram a alegria do público.

Pequena pausa para mudanças no palco. Estava chegando o grande momento! Às 10h50min, as luzes se apagaram. Percebemos o Aerosmith entrando no palco. Um pequeno vídeo de diferentes fases da banda apareceu no telão e, por final, uma imagem da bandeira brasileira. Será que o público gritou muito?

Abriram com Love In An Elevator, seguida por vários clássicos, como Toys In The Attic, Dude (Looks Like A Lady), Falling In Love (Is Hard On The Knees) e Cryin’.

Em seguida, Jaded foi cantada por todos em altos brados, assim como a linda Dream On, Janie’s Got A Gun e Living On The Edge.

Porém, a música que mais emocionou, talvez por ser um pouco mais atual, foi I Don’t Want To Miss A Thing. Trilha sonora do filme Amargeddon, a MTV fez uma lavagem cerebral com o clipe e os jovens e adolescentes presentes mostraram que a ação fez efeito. Todos cantaram todos os detalhes da música.

Rag Doll, Sweet Emotion e Draw The Line fecharam essa parte do show, que voltou com uma única música no “bis”: Walk This Way, tão esperada durante toda a apresentação.

Belíssimo show! Steven Tyler está cantando perfeitamente. Não desafinou e ainda por cima fez questão de mostrar suas habilidades vocais com gritos e prolongando notas. Ele ainda tocou sua famosa gaita.

O guitarrista Joe Perry mostrou o motivo de ser um dos grandes guitarristas do mundo do rock. Sua pegada de blues impressiona até mesmo quem não entende nada de guitarra.

A banda arrancou gritos e suspiros de todos. Mesmo quem estava lá só pra ver Velvet Revolver se envolveu totalmente com a apresentação do Aerosmith.

Os fãs sentiram falta de algumas músicas como Pink, Mama Kin, Last Child e Crazy. Eu, particularmente, queria ter ouvido também Girls Of Summer e The Other Side. Ainda assim, o set list foi muito bem escolhido. Não se pode querer músicas não-famosas em um show, são os grandes hits que conquistam o público mais geral.

O show acabou por volta de meia noite e meia. Todos saíram do estádio sorrindo! Nada de brigas, apenas uma pequena confusão na saída pelo excesso de gente, coisa que acontece em qualquer show.

Cheguei em casa quase duas da manhã e ainda arrumei algumas coisas. Acabei dormindo apenas três horas, consegui ir pra faculdade e o mais impressionante de tudo é que prestei atenção na aula de política! Será que não mereço algum tipo de prêmio? hahaha



PS: Se tiverem tempo, leiam essa resenha sobre o mesmo show:
http://whiplash.net/materias/news_900/060002-aerosmith.html

Acho que não entendo muito de música...

SET LIST

VELVET REVOLVER
Let It Roll

Do It For The Kids
Sucker Train Blues
She Mine
Fall To Pieces
Crackerman
Get Out The Door
It's So Easy
She Builds Quick Machines
Set Me Free
Sex Type Thing
Mr. Brownstone
Slither

AEROSMITH
Love In An Elevator

Toys In The Attic
Dude (Looks Like A Lady)
Falling In Love (Is Hard On The Knees)
Cryin’
What It Takes
Jaded
Baby Please Don't Go
Stop Messing 'Round
Hangman Jury (snippet) / Seasons Of Wither
Dream On
Janie's Got A Gun
Living On The Edge
I Don't Want To Miss A Thing
Rag Doll
Sweet Emotion
Draw The Line

Mother Popcorn / Walk This Way

5 comentários:

Anônimo disse...

hum... q cara chato esse da resenha q vc indicou ...
mas eu tb ouvi falar q o show ficou abaixo do esperado,
eu não fui então não posso falar muita coisa

achei estranho não tocarem pink ou crazy...e se tivesse ido tb ia querer ouvir girls of sumer, musiquinha legal pra caramba e q fez bastante sucesso

Anônimo disse...

po, Dé...vc já foi em 2 grandes shows este ano né?....quando chegará a minha vez?...mistério...mistério....

Anônimo disse...

Hunf, odeio shows bons, de bandas fodas, que não consigo ver. Maldita cota de meia-entrada!

Zine Qua Non disse...

Ô, belezinha de show, hein!
Mas eu tive que escolher, ou Evanescence ou Aerosmith. Eu sei que são diferentes, mas não tinha dinheiro para os dois, né! Pobre é assim mesmo... hehehehe...
Ai, que loucura!

Anônimo disse...

Esqueça a resenha do Whiplash - até pq foi chupada do Delfos. O pessoal do Whiplash, até por sua ligação com a Roadie Crew, costuma acertar.
Ficou mto bom seu texto, bjos