quarta-feira, outubro 10, 2007

Espelho Adaptação

Cadê o diálogo? O questionamento? Foi substituído pelo silêncio, pela indiferença, pela ignorância daquele que acredita que agir de modo infantil resolve tudo.
Que a falta de conversas entre os membros de uma família devido a inúmeros motivos existe, já se sabe, mas ignorar um ao outro para se mostrar superior é burrice demais. Os efeitos são sempre contrários e ao invés de levar a submissão leva ao distanciamento maior que existir na face da Terra.
Faz bem se colocar no lugar do outro, faz bem notar que outras pessoas vivem com você, porém essas não são obrigadas a cumprir horários semelhantes, viver igual, ter os mesmos costumes, mesmos hábitos. Ainda bem, pois imagine todos querendo usar o banheiro ao mesmo tempo, que loucura!
Todos são diferentes e, muitas vezes (sempre, digamos), esse fato incomoda. Pode ser que a rejeição dessas diferenças acabe em violência física pelo fato de haver uma deficiência na questão argumentação. Ou então essa violência é a exteriorização de frustrações da vida praticamente impossíveis de serem aniquiladas, pois, para o homem, é bem mais simples descontar nos outros do que olhar para si mesmo e tentar se modificar. Quando as palavras faltam ou surge o silêncio ou ouve-se um estalo (tapa nas costas, tapa na cara etc.).
O notar o outro é tão complexo como conseguir não tentar mudá-lo. A tendência é ignorá-lo e, caso esse o incomode demais, “lutar” para modificá-lo e deixá-lo numa forma aceitável para a convivência. Parece maldade, mas fazemos isso sim, não adianta negar. Porém uns utilizam de algumas práticas e outros de outras, é claro!
Encontrar-se e adaptar-se dói e parece dar uma sensação de fraqueza e covardia, o que é uma mentira imensa. Quem se encontra e se adapta torna-se o mais forte e inteligente. Aprende a agir em diferentes ambientes sem se tornar um pateta altamente manipulável.
Esse doer se reflete no aprender. Aprender a viver com a presença de outros. Fato necessário, não adianta negar!
O não se ver no outro como se estivesse olhando um espelho irrita e causa reações (boas ou ruins). Assim como encontrar defeitos no outro causa reações tão fortes quanto ou até piores. Ou buscamos ter vários “eus” em volta ou punimos todos de várias formas ou até, o melhor a se fazer, aprendemos a compreender as diferenças e a lidarmos com elas.

3 comentários:

Dé C. disse...

Gostei muito, Paulinha. As pessoas são diferentes e o legal da convivência é aprender com elas. Todo mundo tem algo pra aprender, assim como todos podem ensinar.

Minha mãe sempre conta que eu sou o tipo de menina que ela odiava na época do colégio, mas hoje ela entende que nem todos são iguais a ela, por exemplo.

Essa troca é muito importante pra que exista mais tolerância no mundo. E é exatamente isso que falta pra que possamos viver em paz.

Ótimo texto, adorei o tema!

Anônimo disse...

hahahahahahaha
sua mãe te odeia , Dé?

eu concordo...mas às vezes é tão difícil e chato conviver, q a escolha é se isolar, mas mesmo assim há compreensão sobre o outro...eu acho até que, às vezes, o excesso de compreensão que leva ao isolamento

Unknown disse...

phoda... como diria saudoso JC, é a alteridade hehehehe

mas isso é sempre uma coisa pra se pensar mesmo. Adorei o tema!

Só nao comento melhor agora pq to com pressa... mas prometo um comentário mais consistente ;)