(Fonte: Ministéro da Saúde )
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que o projeto de lei que irá banir os fumódromos chegará ao Congresso Nacional até o final deste mês. A informação foi dada em entrevista à TV Senado, divulgada nesta segunda-feira (18). A extinção dos ambientes reservados aos fumantes é uma das metas do Ministério da Saúde e está no programa Mais Saúde. Além disso, o governo federal estuda uma taxa adicional para os produtos derivados do tabaco, como uma medida para inibir o seu consumo.
"Um projeto de lei que a Casa Civil encaminhará ao Congresso, neste mês, muda um artigo da legislação passando a proibir o fumo em ambiente fechado. Ou seja, acabaram-se os fumódromos, ou algo mais frágil como a separação nos restaurantes de um conjunto de mesas para quem fuma e outras para quem não fuma", afirmou o ministro.
A fumaça que sai da ponta do cigarro contém, em média, o triplo de nicotina e monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.
Pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, tem mais propensão à asma, redução da capacidade respiratória, 24% a mais de chances de infarto do miocárdio e maior risco de aterosclerose.
"Em locais públicos, quando há alguém fumando, todas as pessoas que estão ali dentro, empregados, garçons, cozinheiros, maîtres e freqüentadores estão fumando. Não há consumo seguro em nenhum nível para o cigarro", afirmou Temporão.
O ministro lembrou, durante a entrevista, que países como a França, Irlanda e Itália também proibiram recentemente o fumo em locais públicos e coletivos.
Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), mais de 250 mil mortes anuais, no Brasil, estão associadas ao fumo.
No bolso
O ministro da Saúde também afirmou que foi iniciada dentro do governo uma interlocução para o aumento das taxas que incidem sobre os produtos do tabaco. Segundo ele, uma conversa inicial sobre o tema foi realizada com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e com o ministro do Planejamento, Guido Mantega. Temporão, no entanto, afirmou que essa será uma fase posterior.
"O cigarro brasileiro é um dos mais baratos do mundo. Você consegue comprar um maço por R$ 2. Há uma discussão dentro do governo para aumentar o preço desse produto. Não só para reduzir o consumo, mas também para garantir que uma receita adicional devida para ações de prevenção e tratamento das doenças relacionadas", afirmou o ministro.
Segundo Luiz Antônio Santini, diretor geral do Inca, o custo para a saúde pública do tratamento dos problemas causados pelos cigarros é duas vezes maior do que se arrecada em tributos dos cigarros. "Nós temos que aumentar a capacidade dos recursos da saúde, para cuidar desse problema, mas, muito mais do que isso, precisamos evitar que as pessoas fumem, porque traz resultado individualmente e economia para o sistema", disse.
Comentários: Sei que muitos que visitam esse blog fuma, mas até que enfim alguém fez alguma coisa, ou está tentando fazer. Não aguento mais sair para ver um show ou para dançar e voltar para casa até com a meia e o sapato cheirando fumaça. Tirando o fato de que tenho uma super renite alergica que demora horas para melhorar. Até lá, fico respirando mal mesmo e voltando para casa feito um cigarro ambulante.
Um comentário:
um viva ao mundo do policamente correto.
e agora me dêem licença que toda essa conversa sobre cigarro me deu uma puta vontade de fumar...
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