quinta-feira, outubro 26, 2006

Isso sim é arte contemporânea!


O Gineceu visita o salão do automóvel.

Não é incomum encontrar mulheres no salão do automóvel. A proporção de homens é muito maior, mas estamos lá, não só enfeitando estandes. Ainda somos vistas como um acontecimento entre os visitantes. Atendidas melhor pelos expositores e é só dar uma pequena bronca que os homens saem do caminho para que possamos fotografar. E como fotografei. Os carros-conceito, os modelos luxuosos e possantes que não serão comercializados no país e modelos mais acessíveis. Foi um passeio de sonhos. O Salão é exatamente isso, uma exposição de sonhos. Eu sempre dividi amantes de carros em duas categorias: os que amam o status, imagem e poder associados ao carro; e aqueles que amam dirigir o veículo, sentir o controle da máquina, a velocidade e a vibração em uma estrada.
Para o primeiro tipo, uma visita ao Salão é completa. Ele vê e toca os carros. Para o segundo, como eu, é uma mistura de sonho e frustração. Dois minutos em que o motor da lamborghini ruge e tudo que podemos pensar é em como seria dirigir aquela máquina. Amei o Salão, mas voltei para casa imaginando estradas que não vou percorrer com carros que apenas pude tocar (quando muito). Aliás, o estande da Lamborghini foi fechado nessa quinta-feira pois os carros estavam irregularmente no país. Pelo menos pude ouvir seu rugido.
Os pontos altos do Salão foram, para essa humilde apaixonada, os carros-conceito. O Volks "Concept T" (em que um funcionário deu-se ao trabalho de conversar comigo por iniciativa própria ao me ver comentando o carro), o fine-T (apesar do design horrível, mas com a capacidade de girar sobre o próprio eixo), entre outros. Além dos conceitos,
o belíssimo Shelby GT 500 e o porsche carrera GT. Dois carros se fixaram no meu imaginário: o maravilhoso Camaro da foto, com design clean e linhas longas; e ser apresentada ao Mitsubishi Lancer Evo IX MR. Ambos pareciam implorar por uma estrada vazia.
Cabe citar também o quão insuportável estava o estande da Ferrari. Todos querem vê-la e a montagem do estande obviamente não privilegia o visitante comum do Salão. Eu poderia escrever páginas e páginas contando cada um dos estandes, mas tenho consciência de que nem todos se interessariam. Assim, me despeço com duas histórias ocorridas no Salão.
Mario e eu encenávamos uma pequena discussão em frente aos porsches. Ele reclamava que não aguentava mais ver carros e queria ir ao shopping, eu o mandava calar a boca e que compraria um presentinho para ele no shopping depois. A modelo do estande começava a nos observar com atenção quando o Max pergunta para o Mario: "Ué, mas você não adora carros?". É não enganamos a modelo, mas o Max caiu.
Por último, depois de muita insistência da parte do Max, o levamos para o estande da Chana. E quem disse que ele queria sair de dentro da Chana?

Elis

6 comentários:

Anônimo disse...

Aaaahhhhh eu queria tanto visitar o Salão do Automóvel!!!!

Adorei o texto, principalmente as duas histórias no final.

Anônimo disse...

Quem não gostou da Chana?

Anônimo disse...

Só eu posso dizer a respeito do banco de trás da Chana. E quando teve esse dialogo com o Mário que eu não me lembro de ter falado isso.

Unknown disse...

habermas...

o melhor de TUDO deve mesmo ter sido o max =P

=***

Anônimo disse...

e outra coisa * lendo o artigo com mais calma e sem sono*. Foi o Mário que queria porque queria ir no estande da Chana. Eu só aproveitei para descansar os meus pés que já estavam doendo. E você esqueceu de dizer da super fila que surgiu pq a senhortia não queria sair de um carro.

Elis disse...

Max,
não era um carro do qual eu não queria sair. Era O CARRO! Valeu a pena provocar fila para ficar no lancer...hehehe

E pode até ser que vc não tenha pedido para ir na Chana, mas era vc que não queria sair dela...^^

beijinhos