Sempre há um tonto a escrever algo sobre.
Pois o amor é algo solitário.
Digo porque e a resposta é bem simples.
Ele é unilateral.
Não necessita de outras partes para existir. O amor vem de dentro e sai para quem for - não nos dá nem o direito de escolher ou de perguntar o motivo. Talvez seja o amor e o fato de talvez senti-lo que me estimule a escrever isso aqui.
“Talvez” senti-lo porque, além de unilateral o amor é um tanto quanto invisível – um vírus, que se aloja no seu corpo e aparece quando a imunidade está baixa.
Por isso eu sou extremante a favor de uma vacina contra o amor. Sentimento algum pode existir – nada, nadinha, nem pelo seu poodle, porque ele também vai bater as botas um dia.
Sim, quem diria que a bola de pêlos fofa vai te abandonar. Mas não é a vontade dele, eu aposto. As coisas são assim. Lembra das aulas de Ciências com a Tia Helena, a gorda dos feijões crescendo no algodão? Pois é! Ela dizia: “Os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem e morrem”.
O amor não é um ser vivo - a não ser que você, colega, tenha acreditado na minha teoria sobre o vírus.
Vírus devem ser seres vivos, não recordo as aulas do cursinho.
Entretanto, o amor nasce, cresce (e como cresce), mas não se reproduz. Ele morre.
Porque o amor não é passado de um ser ao outro. Não há uma gênese possível entre duas pessoas. Não há sementes mútuas. Ele é sentido e só.
Tá bem, isso o que eu falei é mentira. O amor é como o ser vivo. Só tentei encontrar um jeito de discordar da tia Helena.
O amor nasce, cresce (e como cresce), se reproduz e morre.
Quando ele se reproduz, é uma das coisas mais belas e idiotizantes da galáxia.
E quando ele morre...
Quando ele morre, é pra valer.
Danielle "A. Ferreira"
3 comentários:
pra valer...
...
Você sabe que você escreve bem!
Quero esse texto no Zine Qua Non e não adianta dizer que não...
Quando o amor nascer e valer a pena, faça-o crescer, se reproduzir e se for para viver até se cansar ele viverá.
Eu sei que é cliche, mas só o tempo nos ajuda a descobrir todos os mistérios que conseguirmos desvendar.
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