quinta-feira, agosto 16, 2007

Teatro Mágico responde matéria da Veja (com a inteligência que faltou aos últimos)

Observe, assunte, note, olhe, ói, perceba, espie...

12/08/2007

Observe. Quase todo mundo fala bem daquele amigo que faz dribles sensacionais no futebol das quartas à noite ou do outro que sempre tira boas notas na prova de matemática; da amiga que é desejada por um exército de marmanjos (e algumas "marmanjas" também) ou da que "com certeza será a médica da turma". Porém, em volta dessas pessoas sempre há aqueles que cochicham pelos cantos: "esse Ricardo é muito metido a jogador de futebol" ou "aquela Letícia acha que sabe de tudo no mundo".
Assunte, então (cacófatos, iurru!). Há duas formas de você falar das virtudes dos outros. Uma é reconhecendo, valorizando e aplaudindo. A outra é tentando ridicularizar e diminuir. É tentando induzir seu interlocutor ao erro de enxergar nos valores do sujeito em questão defeitos e vícios insinuados com ironias baratinhas, dessas que se encontram nas brigas do jardim de infância: "vai, girafa". Fala o nanico desaforado para o grandalhão.
É tentar fazer o vinho parecer suco. Ou melhor, pra ser bem BRASILEIRO, é tentar transformar cachaça da boa em álcool puro. Quando isso vem de um bom humorista, tudo bem. Até dou risada. Mas de um texto pretensamente sério? Aí não dá!
Note que foi exatamente esse o comportamento da revista mais lida do país com relação à um movimento autêntico: A Música Independente. Ela foi quase, quase mesmo, engraçadinha.
(Tic, tac, tic, tac... Cultura é a forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais e espirituais de uma civilização. É um complexo de atividades, instituições e padrões sociais ligados à criação e difusão das belas-artes, ciências humanas e afins. Você sabia??? Tic, tac, tic, tac... Certo colunista, na revista onde só colunistas assinam as (anti)matérias, garante que o Brasil é um país sem cultura. Ops...como isso é possível... Você sabia??? Tic, tac, tic, tac...)
Olhe, antes de tudo vamos desarmar os ânimos de alguns que podem reivindicar a autoria disso ou daquilo: ninguém aqui se quer inventor do "andar pra frente" alheio. Mas essa pólvora chamada de música independente "tá na roda"...ops... Quer dizer, isso tudo também é, com muita legitimidade, nosso.
Ói, música independente é mais que uma tendência. É uma constante. Um novo momento para a produção musical no mundo todo. Mas o "folhetim(zinho - pra melhor dimensionar) de intrigas politiqueiras" não dá a mínima pra isso. Nós também não: pra ele(a). Ou devemos ligar...hum...
Perceba que quem está se expressando agora somos nós. Coisa nova. Assim, não cabe aqui aquele lugar-comum de quem se preocupa em garantir o direito da revista expressar as bobagens que bem queira. Sim, sabemos. Mas vamos confessar: quem quiser que sonhe em compartilhar dessa """EXPRESSIVIDADE"""... (haja aspas: vai voar!!!). Vai sonhando: alada assim (outra vez: cacóf, cof, cof...), mais parece algum regime: a ditadura do mau gosto. Quem sabe...
Espie só tudo isso: O primeiro episódio dessa grande comédia se deu na chegada do nosso querido repórter sem nome. Vamos batizá-lo de "O Inominável Homem das Cavejas". Inhoca, pra simplificar. Isso poderia até virar um jargão para jornalista meia-boca: "que materiazinha "inhoca", hein...".
A pergunta mais maravilhosa de nosso Inhoca foi: "Fernando Anitelli, você tem alguma profissão, ou SÓ toca?". Não é preciso dizer que isso causou uma comichão no nosso camarada...EPA...(desculpem-me. "Camarada" é como blasfêmia e está proibida por certos semanários).
Bom, continuando, nosso AMIGO cantor sentiu uma enorme vontade de responder que sim, tinha uma profissão "pra valer": era cirurgião de "Medula Óssea Encravada" do HC (MOE-HC, para os iniciados). Mas só exercia esse elevado labor da medicina "Paramolequelá" quando estava de folga dos seus deleites irresponsáveis de músico: viajar pelo país fazendo shows, ensaiar com a banda, supervisionar atores circenses...
Ah, dar entrevista para repórter inteligentíssimo como aquele, não conta. É difícil. Esse era, parafraseando o bom Agamenon, "ralo" mesmo. Agora imagine só, nosso heróico Inhoca entrevistando... Assim... Ah, um Adib Jatene, vai: Dr. o senhor tem outra profissão ou SÓ mexe com coração mesmo... Será??? hum...
Dias mais tarde, edição em punho. Bradei: "(depois) lavo minhas mãos". Isso é uma citação, viu? Eles vão adorar: citações sem nexo e "trocara...(hum?) do carilho" são com eles mesmos. Eu acho bonitinho...
Logo vemos no título dessa matéria - em decomposição – um achado que não diz nada. Parece querer desqualificar os grupos por serem juvenis, segundo o "provecto" (palavra difícil: êba, o redator gosta de mim, eu sei o que - ele – é "provecto", êba!).
Sendo assim, Jimi Hendrix, Beatles, Mozart, Medelssohn, Jesus Cristo, todos atingiram o ápice da criatividade quando eram "malfadinhas", ou seja, entre os 20 e 30 anos (segundo o achado...). Realmente "eu quero ser isso todo dia". Tudo coisa de um falso jornalismo (eu ia usar pseudo mas podem me chamar de "cabeça". Entendeu, entendeu...) típico de algum, não digo qual, DINONICOSSAURO (pronto, to contratado pela revista: achei uma palavra sem uso desde eras remotas. Viva, viva, viva!!!).
Aliás, Dinonicos são, quase sempre, especializados no jogo encarniçado de influências na "politicanalha" brasileira. Em que os aliados são cobertos por um escudo de invisibilidade e os adversários são qual a Geni de Chico... Ai meu pai...todos conhecemos a canção "Geni", de Chico Buarque, não é mesmo?: sujeira na cara.
Derrubar desafetos é com eles. Falar de MPB nunca foi. Que o digam todos os Tropicalistas: Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil e por aí vai. Odeie-me, "Revistinha de Jornalismeco em Quadrinhos", eu imploro: me odeie!
Logo adiante, o (mau)humorista desempregado fazendo bico como "palpiteiro de gosto" fala em "rock cabeça". Essa nova forma musical, até agora desconhecida dos músicos do mundo todo, não teve seus mistérios desvendados ali. Mas, se cheguei à conclusão certa, tem algo a ver com as formações instrumentais. Então, "rock cabeça" também era o que fazia nosso querido Stravinsky que lá no começo do século XX compôs coisas como "Les Noces" escrita para quatro pianos, percussão e coros.
Como esse menininho lindinho da revista pode ser tão retrógrado e desinformado a ponto de se escandalizar com algo que só espantaria a cem anos atrás? COMO? Agora, pode ser que "rock cabeça" não seja uma forma musical e, sim, uma classe social: universitários-presepeiros-burguezotes-esquerdóides! Hum, falou, falou, falou e nada disse.
Quando eu vejo grupos dominantes apedrejando universitários, me lembro de uma tomada do filme "Mississippi em Chamas" na qual o prefeito da cidade, membro da Ku Klux Klan (aquele grupo de encapuzados que queimava negros no sul dos EUA), falava para Gene Hackman sobre os ativistas pelos direitos humanos que teriam sido assassinados o seguinte: "... nós vivíamos tranqüilamente aqui (humilhando negros, mulheres, judeus e etc) até aparecerem esses universitários BADERNEIROS".
É o mesmo espírito. Aí tenho que citar, mesmo sem nenhuma afinidade, algum Edir: "Chô", Satanás!
Pois, se esse movimento é cabeça, calma, ele ainda pode ganhar tronco, membros e se transformar em um corpo. Infinitas "presepadas" são necessárias neste país. E elas precisam vir, muitas vezes, dos universitários. Que não seja certa campanha (juro que não digo qual) em pró da "vaia pública à algum adversário das próximas eleições" o que vai mobilizar o povo brasileiro (aí a gandaia ta liberada, né7). Que não sejamos, NUNCA MAIS, massa de manobra de interesses "cretinóides". De intrigas de poder.
Para esta nação, toda a nação, indiferente de ser universitário ou analfabeto; de ser classe média ou baixa; de ser músico ou cirurgião, o que importa é a moralização profunda dos costumes. É a liberdade total das escolhas individuais. Nós buscamos isso e, felizmente, certas forças não "fazem as cabeças" e perturbam os corações como antes.
(O grande pensador inglês, Stuart Mill, em 1869 sobre os direitos das mulheres: "o princípio que regula as relações sociais existentes entre os sexos... deveria ser substituído por uma igualdade perfeita...". Você sabia???... Tic, tac, tic tac...
Colunista de "grande circulação em revista" em 2007: "... e daí se é prostituta? Muita menina enturmada que não cobra pela sacanagem se porta de modo bem pior...". Hein? O que? Não entendi: ta revoltada com a violência ou com a conduta das mininas7 hum... Você sabia??? Tic, tac, tic tac)
Faz algum tempo que revistas e jornais se preocupam com seu futuro. Há uma fenda no quarto poder que se alastra a cada dia. A informação já não pode ser monopolizada. Claro que há um universo de boatarias na internete, mas há muita informação válida e sólida. Os jornais estão na rede. As revistas também. Grandes nomes do jornalismo tradicional, com suas reputações e credibilidade, estão espalhados em centenas de blogs por aqui.
Agora é a vez do Capital começar a escorrer das mãos desse império. Império com menos capital hoje, será menos imperial amanhã. A força de pressão do povo que, sem opção, sempre acaba sustentando seu opressor, pode aumentar.
E nem venha com esse papo bobinho de que a internet é só da classe média e por isso não é representativa. A classe média tem um enorme valor. Além de tudo, aparecem mais e mais espaços baratinhos de acesso à rede pelas periferias. É inevitável que esse fenômeno se popularize. Isso é dinheiro em jogo. E o capitalismo precisa tanto de dinheiro que vai financiar qualquer coisa que gere dinheiro...
Hoje o que surge na internete logo se espalha. No dia seguinte repercute na imprensa velha. Como você chamaria isso? Eu chamo do nascimento de um quinto poder: o poder de articulação de massa. Por exemplo, você pode ter a brilhante idéia de sugerir a todos os seus amigos o seguinte:

"ATENÇÃO: você pode ter sido chamado, pejorativamente, de neo-hippie por buscar a liberdade, a paz e o amor; por querer manter uma harmonia entre si mesmo e o universo ao seu redor; por respeitar o indivíduo e o coletivo; por julgar fundamental a distribuição das riquezas do mundo; por pretender não ser mesquinho nem cínico... Então, aconselho que você cancele imediatamente sua assinatura da revista X, pois ela, por não concordar com nada disso, considera você um verdadeiro VERME ASQUEROSO".
Com isso poderá obter algum respaldo ou não. Mas certamente terá feito o seu protesto. Outra possibilidade: se a programação das TVs não for condizente com os valores morais e estéticos que você julgue fundamentais, agora é só propor à todos o seguinte: "ATENÇÃO: dia nacional sem TV." Ou melhor: "Semana nacional do diga não à babaquice na televisão". Se a audiência cair um ponto: CABEÇAS LÁ DENTRO ROLARÃO.
Em suma, o mundo agora começa a ser PROBLEMA SEU. PROBLEMA DE TODOS NÓS. TODOS. Sabe como isso se chama? PODER. E poder é também RESPONSABILIDADE. O que você fará com sua partícula de poder se o telejornal mentir descaradamente para sua família? Se o vereador desapareceu depois das eleições municipais? Se o senador é um picareta e não dá a mínima para a decência? Eu aconselho que você comece a usar sua ínfima parte nesse novo "quinto poder": espalhe sua indignação. Convoque seus amigos.
Agora, se você estiver do lado dos imbecis, dos falso-moralistas, dos racistas, dos que massacram nossa identidade cultural, dos que cospem em nossa auto-estima, dos que enganam e assassinam, então nem se mexa: não há nada para ser mudado. E saiba: estamos de lados opostos.
Fora isso, pouco me importa seu partido. Quero saber qual é sua ideologia. Esquerda, direita: só não fique em cima do muro. Claro que o Brasil não está rachado entre classes estanques. Na verdade, o país exige como um todo o debate franco e profundo. O cidadão comum não aceita ser convocado para guerras partidárias. Nossa luta é pelo país, pela vida e pela união desse povo tão ricamente distinto em sua CULTURA. Assim, falamos a mesma língua: essa é a nossa "brasilidade"! Entendeu, entendeu...
Quando tocamos para cerca de 30 mil pessoas (recorde de público no festival de chocolate de Ribeirão Pires, onde alguns dias antes uma dupla sertaneja com milhões de cds vendidos e mais de vinte anos de carreira se apresentara) ou para 30 estudantes acampados em protesto contra o descaso que é dado às universidades estaduais, estamos tentando fazer a nossa parte.

VEJA: O TM é apenas uma amostra pequenina de que o interesse popular pode pautar, sim, as redações e a programação das rádios e TVs. Mesmo que sejamos atacados por um ranço "direitóide" e raivoso. No fim, tudo que foi dito é muito bom. Só que foi passado de forma enviesada.

Agora, até certo ponto, eu gostei da matéria: o excesso de reticências, aspas e ironias aqui são uma homenagem singela à ela (esse também, cac, cof...).

Que venham mais e mais reportagens.

PS.: Você já está usando o seu poder??? Espalhe esse texto e outros por aí!!! Se for por uma boa causa: INCOMODE.


Bjs e abraços...

Galdino!

quarta-feira, agosto 15, 2007

Tchutchuco do Rock da semana

KIKO LOUREIRO


Biografia

Pedro Henrique Loureiro nasceu em 16 de junho de 1972 no Rio de Janeiro. Ele começou a estudar música aos onze anos de idade e foi aluno de grandes nomes do meio, como Mozart Mello. Estudou no conservatório Souza Lima e na Escola de Música e Tecnologia (EM&T), locais em que Kiko é constantemente visto. É guitarrista, mas toca também baixo, bateria e piano. Tem influências de bandas como Black Sabbath, Queen, Van Halen e admira Yngwie Malmsteen e Steve Morse.

Kiko decidiu fazer faculdade. Aliás, duas ao mesmo tempo: música e biologia, uma na Unicamp e a outra na USP. Quando, aos 19 anos, surgiu a oportunidade de participar de uma banda de metal (Angra), Kiko desistiu do curso de música e seguiu com o de biologia, pois segundo ele, ele se divertia muito olhando no microscópio.

Como o guitarrista queria seguir carreira musical, deixou de lado a faculdade e passou a se dedicar apenas ao Angra. Em 1992, a banda lançou sua primeira demo (Reaching Horizons) e, no ano seguinte, o primeiro CD (Angels Cry).

Hoje, com grandes sucessos do Angra, vídeo aulas e carreira solo (são dois CDs por enquanto: No Gravity – heavy metal – e Universo Inverso – mistura de música brasileira, jazz e guitarras com distorções), Kiko é, sem dúvida alguma, um dos melhores guitarristas do rock mundial. É referência no Brasil e no exterior, em especial no Japão e na Europa.

E, a partir de agora, é mais um tchutchuco do Gineceu.

A Veja ataca novamente...

Os remelentos do rock
O Los Hermanos acabou, mas deixou filhotes – para alívio dos universitários "cabeça"


Em junho passado, o grupo carioca Los Hermanos fez seu último show. Mas isso não significou o fim de sua linhagem, por assim dizer. Como o bicho da série Alien, o conjunto já havia disseminado suas ovas pelo pop nacional. Delas já nasceram ao menos três herdeiros de seu rock cabeça: a banda paulista O Teatro Mágico, a recifense Mombojó e a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. Os Hermanos misturavam guitarra com tuba? Não seja por isso: suas crias tiram do baú instrumentos como trombone, flauta transversal e escaleta (espécie de teclado de sopro). Investiam na fusão de rock com MPB? Bem, o Móveis Coloniais de Acaju mescla batucada com ritmos do Leste Europeu, num estilo autodenominado de "feijoada búlgara". A semelhança não se esgota no campo musical. Assim como os Hermanos, as três bandas ostentam letras "poéticas" – e tome metáforas tonitruantes e jogos de palavras como "mar drugada" (entendeu, entendeu?). Por fim, levam adiante as bandeiras políticas, digamos, de seu antecessor. Quando não as radicalizam, como faz O Teatro Mágico. Se os Hermanos celebravam a figura do palhaço como uma alegoria da melancolia ou coisa que o valha, a banda resolveu ela própria encarnar a palhaçada: seus integrantes só se exibem em público vestidos como tais. "O circo fala da pluralidade do ser", filosofa o líder, Fernando Anitelli.
Essas bandas são a trilha sonora do momento daqueles que Reinaldo Azevedo, colunista de VEJA, batizou de "remelentos e mafaldinhas" – os universitários de classe média que adoram embarcar em presepadas esquerdóides, como a recente invasão da reitoria da Universidade de São Paulo. Tanto o Mombojó quanto o Móveis Coloniais de Acaju foram forjados por estudantes de universidades federais. Já O Teatro Mágico foi composto por um pessoal mais velho – mas que trafega num meio não menos cabeça, os saraus e oficinas de teatro. As três bandas levam adiante a bandeira da "autenticidade" propalada pelos Hermanos.

Fonte: VEJA

Edição 20208 de agosto de 2007


Vê se eu posso com isso...
Só coloquei a foto no meio, porque gosto muito do som desse caras...
E, sim, EU SOU UMA REMELENTA!!!


* por Paula Cabral Gomes *


RUMO ÀS 200 POSTAGENS!!!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Simpsons

Adivinha quem é! hahaha

Love is in the trash

Por Gi Montemurro
Há muito ouvia falar sobre eles, os loucos da rua, mas ainda não os tinha visto. A cada semana os velhinhos e velhinhas da Padre Carvalho observavam atentamente o casal, tentando capturar detalhes para enriquecer a história contada para os filhos e netos no domingo.
“— E como foi a semana vovó?”
“— Você não sabe o que aconteceu terça-feira! Já te falei dos catadores de papel? Então, foi a maior indecência...”
Não era diferente comigo, até sábado passado. Sentada no carrinho, ela mandava beijos cada vez que ele se afastava para revirar uma lixeira. Quando voltava com algo de valor, comemoravam com longos beijos; quando não, consolavam-se da mesma forma. Bastaram dois minutos de distância para a declaração: “Te amo mais que tudo, meu amor!”.
A cena foi um choque. Chocou-se, não com o meu moralismo, mas com a incoerência da descrição que durante tanto tempo ouvi todos os finais de semana. Qual a indecência do amor?
Muitos sobrevivem à impiedade da grande cidade refugiando-se no desamor (e não devem ser culpados por isso). Mas esses analistas/rotuladores do amor alheio poderiam aprender muito com aquele casal capaz de achar tanto amor em tanto lixo.

Tchutchucos do ROCK


EDDIE VEDDER
Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eddie_Vedder

terça-feira, agosto 07, 2007

Jornalismo Gonzo é o que há!!!


Depois de tanto escrever o relatório parcial de minha iniciação científica sobre Jornalismo Literário/Novo Jornalismo (que inclui o Jornalismo Gonzo, o mais incrível estilo de jornalismo de todos), comecei a ler "A Grande Caçada aos Tubarões" de Hunter Thompson. Esse, por sua vez, era amigdo do "bom ator bom" Johnny Deep, que provavelmente colocou esse broche em sua roupa para homenagear o amigo, que se matou em 2005 com um tiro na cabeça...

Procure algo mais sobre eles... Vale a pena!


Blog Gineceu! Rumo às 200 postagens...

*por Paula Cabral Gomes*

quarta-feira, julho 25, 2007

THE SIMPSONS - THE MOVIE


Tô adorando isso!!!

Entrei no site do filme e me criei. Virei Simpson...

A-D-O-R-E-I...

Será que parece comigo?
Proponho que todas as ginecêuticas virem Simpson!!!
*Paula Cabral Gomes*

ZINE QUA NON #8



CHEGA DE FÉRIAS!!!


Se vocês acharam que eu tinha desistido do meu fanzine,se enganaram muito.

Aqui está ele em sua oitava edição...


Para conseguir o seu é sópedir para mim e, como sempre, peço uma pequena contribuição para que eu possa imprimir mais zines e levar esse meio alternativo para mais pessoas.


Agradeço a atenção da galera...


Beijos


* Paula Cabral Gomes *

segunda-feira, julho 02, 2007

Tirinhas I

Como vocês perceberam, adoro tirinhas engraçadas. Encontrei um site com várias delas, principalmente com humor negro e humor non-sense. Não vou postar o link, mas postarei várias delas pra vocês se divertirem com uma maior freqüência. Que tal a idéia?



quarta-feira, junho 27, 2007

Tirinha



sábado, junho 23, 2007

Um filme falado

São 00:54 do sábado e, fora os que estão bloqueados, eu só tenho 3 contatos no MSN!!!!!!!!
Dois ocupados e um ausente (desde as 3 da tarde...). É nisso que dá não ser popular.
Ou ser bloqueada (eu apaguei o que ia escrever sobre esse assunto).
Enfim, estou aqui para dividir a minha angústia.
Preciso falar de um filme.

(Acaba de entrar uma amiga minha no MSN, mas ela não vai entender.
Ui, ela veio falar comigo, também essa hora quem está on-line?).

Sabe quando você encontra uma obra que te deixa estarrecido?
Ou melhor, estarrecida?
Perplexa?
Cabisbaixa, porque você nunca vai fazer algo igual?
Então é isso.
“Um filme falado” é do diretor português Manoel de Oliveira, que na época do lançamento,2003, tinha 95 anos de idade.
Sim, 95.(Ele não morreu, viu? Vai fazer [?]100 anos em 2008).
Velho filho da mãe.
Mas vamos ao filme: uma mãe, portuguesa, professora de história, viaja em um cruzeiro junto com sua filha. No caminho ela vai ensinando pra pentelha várias coisas (“Mãe, mas o que é uma sereia? Mas o que um mito? Mas o que é...?)
Durante o trajeto, há uma ótima aula de história, com suas visitas à França, Itália, Grécia, Egito e Turquia.
Seu destino é a Índia onde se encontrarão com o pai (e marido) que é piloto de avião.
O contraste mais evidente é o da língua.
Os dominados vendo seu “patrimônio” se curvando diante de outras formas de se expressar mais poderosas (esse foi meu melhor eufemismo para a Língua Inglesa).
E como a história humana, a natureza humana leva a desentendimentos, a conflitos que não são óbvios para uma criança.
E trata, fundamentalmente das civilizações que deram origem à nossa “sociedade ocidental”.
Se eu pudesse, eu falava o final. Porque foi ele que me fez escrever esse texto.
Quem não gosta de História pode achá-lo meio monótono. De fato algumas partes são mesmo.
Mas e daí?
Deixa de ser preguiçoso e pára de ir só no Cinemark, porque esse filme vale a pena.
Não é diversão na certa (sei lá o seu gosto cinematográfico), mas indiferente a ele com certeza você não vai ficar.
E se não gostar, pelo menos você vai poder dizer (sem propriedade, mas enfim): “Manoel de Oliveira? Já assisti um filme desse cara, meu! É uma merda!”.
Todos vão te olhar admirados e te achar bem inteligente!
Ou então, se você gostou, diga que quis chorar e que ficou muito tocado com o final.
Vão te achar uma alma profundamente sensível!
Eu garanto!
Funcionou com as minhas irmãs, vai funcionar com os outros também!


Danielle

trailer: http://www.youtube.com/watch?v=hIrond1WJEA

Dados tirados do site: http://www.madragoafilmes.pt/umfilmefalado/

ficha artística:
LEONOR SILVEIRA Rosa Maria
JOHN MALKOVICH Capitão John Walesa
CATHERINE DENEUVE Delfina
STEFANIA SANDRELLI Francesca
IRENE PAPAS Helena
FILIPA DE ALMEIDA Maria Joana
LUÍS MIGUEL CINTRA Actor Português
ficha técnica
Director de Fotografia EMMANUEL MACHUEL
Som PHILIPPE MOREL
Direcção Artística ZÉ BRANCO
Guarda-Roupa ISABEL BRANCO
Montagem VALÉRIE LOISELEUX

segunda-feira, junho 18, 2007

Não resisti...

Galera, não resisti. Encontrei no YouTube alguns "best of" das gafes do Bush. Divirtam-se mais um pouco!

http://www.youtube.com/watch?v=Pa3J-L29iT8&mode=related&search

http://www.youtube.com/watch?v=Pa3J-L29iT8&eurl

sexta-feira, junho 15, 2007

Grandes momentos do discurso presidencial

Todos os dias no programa do David Letterman passa um quadro chamado "Great moments in the presidential speeches", que são pérolas do atual presidente norte-americano George W. Bush.

Costumo assistir ao quadro todos os dias e meu irmão achou um episódio no YouTube. Divirtam-se!

http://youtube.com/watch?v=N2E6qzR7hPQ

quarta-feira, junho 13, 2007

Estadão publica notícia falsa por dinheiro

Para não esquecermos tão cedo a aula do Walter...

Aqui está a verdade sobre o Pallas:

José, de S. Paulo, reclama que um site de notícias não pode misturar ao seu conteúdo uma notícia falsa:

Logo que ligo o micro toda manhã, entro no site do Estadão para dar uma olhada nas notícias. Hoje, chamava a atenção uma imagem de asteróide com a manchete “Asteroide Pallas pode se chocar com a Terra”. Cliquei para ler e veio a notícia, em um link de um site de astronomia, que astrônomos haviam descoberto que o asteróide tinha sofrido uma mudança em sua trajetória e que estava em rota de colisão com Terra, o que deveria ocorrer na primeira quinzena de julho. Com o tamanho do asteróide, trajetória e tudo. Desconfiei, fui pesquisar no Google e descobri que se trata apenas de um “marketing de guerrilha” para o lançamento de um carro novo com esse nome. Aí vi o “Publicidade” bem pequeno na imagem da home. E já tem outros sites espalhando a notícia, como notícia mesmo…
Talvez o fabricante do carro alcance seu objetivo. Mas o Estadão pisou na bola. Um site de notícias não pode divulgar uma notícia falsa, mesmo que seja pago para isso.

Texto retirado do site:
http://tadificil.wordpress.com/

Mais informações aqui:
http://www.brainstorm9.com.br/archives/2007/06/noticia_falsa_sobre_asteroide_para_divulgar_citroe.html

OBS: Me deculpe, mas que filhadaputagem gigante... Citroën C4 Pallas ...

* por Paula Cabral Gomes *

segunda-feira, junho 11, 2007

Asteróide Pallas poderá se chocar com a Terra em 2007

Astrônomos amadores descobriram que o asteróide 2-Pallas teve sua órbita alterada e segundo os últimos cálculos está em rota de colisão com a Terra. Os principais centros espaciais do mundo ainda não se pronunciaram, mas já existe uma grande mobilização na comunidade científica e militar.
O impacto poderá trazer grandes conseqüências, levando em conta a extensão do asteróide, considerada a segunda maior do cinturão que vai de Marte a Júpiter.
O 2-Pallas mede 558x526x532 km e caso a informação seja confirmada trará mudanças sem precedentes na existência humana na Terra. A colisão deverá acontecer na primeira quinzena de julho de 2007. Logo, deveremos ter novas notícias das autoridades competentes, que por enquanto evitam comentar o fato para não gerar um descontrole generalizado na população mundial.
Matéria retirada do site:
* por Paula Cabral Gomes *

quarta-feira, junho 06, 2007

Cruel to be kind

A voz era tão doce.
Seus braços não se moviam.
Tanta ternura, mas as mãos, estáticas.
-Mãe, deixa eu ver aquele negócio?
-Ah é, deixa eu pegar pra você!
Revirou a bolsa e achou algo.
-Olha, depois a mãe te dá os vinte reais, tá bom?Aí você coloca na sua carteira.
Ela era tão amorosa que o garoto sentado no banco de trás não deixou de dar um sorriso.
E a menina de 6 anos ficou feliz com vinte reais, quanta riqueza!
Paciente, a mãe ouvia as observações da menina com tanta candura que me fez querer abraçar a minha mãe.
Certamente ela retribuiria envolvendo-me nos braços que conheço desde sempre.
No entanto, a mulher, paciente e calma, não se movia.
A filha, segurando a carteira de couro rosa, encostou seu corpo no dela.
E nem assim os braços ensaiaram um movimento sequer.
Com carinho ela falava, mantendo-se ereta e com os braços cruzados.
A imobilidade das articulações assombrava.
É tão fácil demonstrar amor com palavras, mas, e os gestos? Não havia nenhum!
Mas também, não posso criticá-la, meus braços estavam igualmente cruzados.
Afinal... estava tão frio!

domingo, junho 03, 2007

Diário de Bordo: Black Jack e The Kobovs

Eles não são mundialmente famosos... Ainda. Mas ambas as bandas fizeram shows de arrepiar no Cervejazul dia 2 de junho de 2007. Como a única integrante puquiana presente, aqui vai um pequeno relato.

A noite contava com cinco bandas. A princípio, Black Jack (que tem na guitarra nosso parceiro androcêutico Gustavo e na bateria meu maninho querido) seria a primeira banda e The Kobovs (que conta com o também parceiro androcêutico João Paulo) fechariam a maratona.

Mudança de planos. Black Jack passou a ser a penúltima banda. Saímos de casa em dois carros, num total de 14 pessoas às 21h15min. Chegamos pouco mais de 22h.

Logo de cara, encontrei João, mas os black-jacks ainda não haviam chegado. Não demoraram muito também. Logo estava a banda completa nos arredores do saudoso (como diria o Gustavo) Cervejazul.

Depois de algumas horas esperando, a banda Black Jack subiu no palco. Abriram com The Wicker Man do Iron Maiden e fecharam com Iron Maiden, adivinha de quem?

Entre os clássicos do metal, rolaram clássicos do hard rock, como Helter Skelter (The Beatles), Hush (Gotthard), Satisfaction (Rolling Stones), Cryin’ (Aerosmith), Detroit Rock City (Kiss) com direito a coreografia, Rock ‘N’ Roll (Led Zeppelin) com solo de bateria, I Wanna Rock (Twisted Sister) e Born To Be Wild (Steppenwolf).

Infelizmente a organização do Cervejazul interrompeu a apresentação dos meninos. Faltou Smoke On The Water (Deep Purple), em que eles tocariam com os instrumentos trocados e eu faria uma pequena participação especial no baixo.

O show foi excelente, a banda é muito boa. Uma pena que só ensaiaram duas vezes, o que prejudicou algumas partes de algumas músicas. Mas nada de grave, apenas defeitos que só a banda percebe e critica. E o que mais gosto nessa banda é que eu sempre conheço todas as músicas do repertório!

Em seguida, The Kobovs subiram no palco, tocando de tudo um pouco, sempre com uma pegada mais punk. Tocaram She e Boulevard Of Broken Dreams (Green Day), Ace Of Spades (Motorhead), Killing In The Name (Rage Against The Machine), entre outras mais (desculpa, não lembro o set list todo!).

Ótima apresentação. A banda soube animar o público que já estava ficando menor por causa da hora. Assim como Black Jack, todos os Kobovs são muito bons.

Parabéns, meninos pelo show! Valeu pelo convite! Aguardo pelos próximos shows! Desejo muito sucesso às bandas, vocês merecem!


quinta-feira, maio 31, 2007

Simplesmente maravilhosas...

She bands the drums
The Stone Roses

I can feel the earth begin to move
I hear my needle hit the groove
And spiral through another day
I hear my song begin to say
Kiss me where the sun don't shine
The past was yours
But the future's mine
You're all out of time

I don't feel too steady on my feet
I feel hollow I feel weak
Passion fruit and holy bread
Fill my guts and ease my head
Through the early morning sun
I can see her here she comes

She bangs the drums

Have you seen her have you heard
The way she plays there are no words
To describe the way I feel

How could it ever come to pass
She'll be the first she'll be the last
To describe the way I feel
The way I feel

Have you seen her have you heard
The way she plays there are no words
To describe the way I feel

How could it ever come to pass
She'll be the first she'll be the last
To describe the way I feel
The way I feel

Have you seen her have you heard
The way she plays there are no words
To describe the way I feel

How could it ever come to pass
She'll be the first she'll be the last
To describe the way I feel
The way I feel


Até quando esperar
Plebe Rude

Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição

Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar

E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração

Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus

Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos

Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Esperando a ajuda do divino Deus

* por Paula Cabral Gomes *

sexta-feira, maio 18, 2007

Sobre um certo barbudo

Durante longas horas conversamos sobre um certo assunto,
a conversa era mais ou menos assim:
Ana:-ui!
Carla:-Ai!
Ana:-Aff..
Carla:-Uhau!
Ana:-Nossa assim não dá!
Carla:-Infelizmente farei optativas até o doutorado...
Elas se levantaram e foram espairecer.


Por Elisangela

quinta-feira, maio 17, 2007

" Essa é uma canção de amor..."

O músico Lobão se apresenta no Via Funchal no dia 25 de maio às 22horas.
Essa é uma oportunidade de conhecer seus trabalhos novos e ouvir com outros arranjos as músicas antigas que fizeram sucesso, ou não, e também de ser apresentado ao trabalho do cara que mais deu o que falar com sua "mania de ser independente" (esse não é um termo pejorativo e sim de muito orgulho para nós, seres independentes que vivem do under).
Informações básicas:
Lobão Acústico MTV no Via Funchal
Data: 25 de maio
Horário: 22h
Setor: Preço (R$)
Platéia VIP: 100
Platéia 1: 70
Platéia 2: 60
Platéia 3: 50
Platéia Lateral: 40
Mezanino Central: 70
Mezanino Lateral: 60
Camarote: 100
Locais de venda:
Bilheterias da Via Funchal
Segunda-feira a Domingo das 12h00 às 22h00
Vendas Online
Ingressos para grupos: comercial@viafunchal.com.br
Vendas por telefone: Call Center 3188-4148, Fui Passear Call Center 3897-4456
Bilheteria.com: 3038-6698
Ingresso Rápido: 2163-2000
Telefone de Informações: 3846-2300
Ponto de venda: Newness (Livros e Revistas) Av. Yojiro Takaoka, 4528 - Loja 02 - La Ville Mall - Alphaville - Santana do Parnaíba
Somente cartões de crédito (Mastercard, Diners, VISA e Amex) Taxa de conveniência: 18%
Agora uma música linda dele para dar vontade de ver o showzaço:
Vou Te Levar
Lobão
Pensar em tudo que se passou, que se pôde sonhar e não realizou
A vida tentando escapar, mas não por agora
Ao mesmo tempo tanta coisa se amou, se refez, se perdeu, se conquistou,
Retratos estampados do nosso amor, em preto e branco, pregados na parede,
Revelando pra sempre a gente, nosso orgulho um do outro, olhando pra lente como quem dissesse "não queremos mais nada nesse mundo" e que me lembrasse a cada instante que valeu a pena cada lance, e valerá, tenha certeza, pra toda a vida
Vou levar, vou te levar, pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar,pra onde eu for, vou te levar
Pensar em tudo que se passou, que se pôde sonhar e não realizou
A vida tentando escapar, mas não por agora
Ao mesmo tempo tanta coisa se amou, se refez, se perdeu, se conquistou,
Retratos estampados do nosso amor, em preto e branco, pregados na parede,
Revelando pra sempre a gente, nosso orgulho um do outro, olhando pra lente como quem dissesse "não queremos mais nada nesse mundo" e que me lembrasse a cada instante que valeu a pena cada lance, e valerá, tenha certeza, pra toda a vida
Vou levar, vou te levar, pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar,pra onde eu for, vou te levar
* Por Paula Cabral Gomes *

sexta-feira, maio 04, 2007

Três fases...

Primeira:

Ah, se você soubesse como eu fico, não faria assim!
Meu olhos até enchem de lágrimas, mas de vergonha. Prendo-as até secarem.
Não me importo de só ficar olhando, não! Até gosto! A sensação é boa.
Queria poder me aproximar ou me afastar. Não dá! Tenho que ficar parada.
Acho que é melhor!

Segunda:

Céu cinza, chão cinza, mente cinza.
Nem sei mais o que fazer, pensar.
Correr não vai adiantar.
Esfrego as mãos nos lábios,
Olho para o lado.
Quanto dá 52 vezes 1,15?
Fujo de que, do que de quem?
De mim?
Mas não dá!
Ser simpática para mim, para os outros ou as duas coisas?
Filosofia, Jornalismo, Política?
Este poema está tão confuso quanto eu!
Normal!

Terceira:

Pensei que nunca mais nos veríamos,
Uqe nunca mais nos tocaríamos novamente.
Porém, não de repente,
Nos encontramos
E não deixamos
Que a tempestade alagasse nossos sentimentos.
As lembranças não existem mais,
Deram lugar à presença,
À permanência da luz que antes era tímida
E que agora se destaca.
Só ela dá sentido ao que for,
Àquilo que realmente interressa para uma passagem.
Passagem intensa e imensa.

*por Paula Cabral Gomes*

quinta-feira, abril 26, 2007

Evanescence faz shows em cidades brasileiras


Banda norte-americana coloca o Brasil na rota da EV World Tour e agrada fãs com grandes sucessos do grupo
por Paula Cabral Gomes

Amy Lee encanta com sua voz e simpatia

No sábado, dia 21 de abril de 2007, a banda norte-americana Evanescence fez show para cerca de 25 mil pessoas no Parque Antártica, zona oeste de São Paulo. Os fãs, que aguardavam a vinda da banda desde o lançamento do primeiro cd no Brasil em 2003, passaram por sol e chuva e grandes filas (as quais quase davam a volta no estádio), mas, como recompensa, ouviram e cantaram 16 músicas, entre elas os grandes sucessos do primeiro cd Fallen (2003), Bring me to life e My immortal, e do segundo The Open Door (2006), Call me when you’re sober e Lithium.
De qualquer forma, o grande número de pessoas e o tempo de espera não assustaram nenhum fã. “A sensação de entrar no estádio para assistir a um show é único, principalmente quando você percebe que você e mais ‘x’ mil pessoas irão curtir a mesma banda juntos! A espera até o início do show é necessária, pois só aumenta a ansiedade e a expectativa, o que torna muito mais emocionante”, garante Cíntia Kajiwara, 21, estudante de Química.
Amy Lee encanta com sua voz e simpatiaAo entrarem no palco, às 21 horas, a chuva que caia desde às 17, quando os portões foram abertos, e que não cessou durante as apresentações das bandas Luxúria (Brasil) e Silicon Fly (Uruguai), parou dando um pouco mais de conforto aos fãs, até então vestidos com capas plásticas, os quais se amontoavam na pista e ocupavam a arquibancada. “A chuva só atrapalhou na espera das bandas, mas depois foi tranqüilo. É uma sensação muito boa ver todas as pessoas cantando e vê-la de perto”, afirma o estudante de Educação Física, Vitor Augusto Kawauchi, 20.
Amy Lee, 25, vocalista e pianista do grupo, levou o grande público, formado em sua maioria por adolescentes vestidos de preto, à histeria quando tocou sozinha ao piano, sem guitarras e bateria pesada, as músicas Good Enough e My immortal. Celulares e isqueiros iluminaram o estádio levando alguns meninos e meninas aos prantos.
A voz da cantora, ao vivo, impressiona sem deixar a desejar com relação às gravações feitas em estúdio. Além disso, sua simpatia cativa e seu desempenho no palco encanta a todos. Os outros integrantes da banda, John LeCompt (guitarra), Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo) e Rocky Gray (bateria) dão ainda maior valor à apresentação pela qualidade do som. No fim da apresentação, os músicos voltaram ao palco e arremessaram ao público palhetas e baquetas. “A vocalista, Amy, canta muuuuuito e além disso é muito simpática. O show ultrapassou minhas expectativas, adorei do começo ao fim!”, disse Cíntia Kajiwara.
Mesmo contando com a presença de 25 mil pessoas, ainda restaram 10 mil ingressos (o preço variava de R$ 120, a arquibancada, a 180, a cadeira coberta). Uma das causas da venda falha deve-se à vinda de outras bandas estrangeiras a São Paulo no mesmo mês (Aerosmith e Keane), cujos ingressos custaram em torno de R$ 140, assim obrigando grande parte do público a escolher entre um e outro. “Faltou lotar o estádio!”, reclama Kawauchi.
Grupo gothic metal passa pelo Brasil durante sua "EV World Tour"Quem chegou no dia ao estádio, conseguiu ver todo o espetáculo a poucos metros daqueles que acamparam cerca de dez dias em frente aos portões. Metade da pista foi ocupada e nas arquibancadas a lotação também não foi máxima.
Muitos reclamaram da duração do show, acharam que foi curto demais. Já para outros, ficou o gostinho de quero mais, porém acreditaram que a apresentação teve a duração exata e foi perfeita.
Organizando-se por meio de uma comunidade no Orkut chamada Evanescence Brazil, os fãs planejaram soltar bexigas brancas durante a execussão da música Lithium.
A EV World Tour, além de passar por São Paulo (21), também colocou em seu trajeto as cidades de Porto Alegre (17), Curitiba (19) e Rio de Janeiro (22).


Confira o set list do show de São Paulo:
1. "Sweet Sacrifice" ("The Open Door")
2. "Weight of the World" ("The Open Door")
3. "Going under" ("Fallen")
4. "The only One" ("The Open Door")
5. "Lithium" ("The Open Door")
6. "Good Enough" ("The Open Door")
7. "Haunted" ("Fallen")
8. "Tourniquet" ("Fallen")
9. "Call me When You´re Sober" ("The Open Door")
10. "Imaginary" ("Fallen")
11. "Bring me to Life" ("Fallen")
12. "Whisper" ("Fallen")
13. "All That I'm Living for" ("The Open Door")
14. "Lacrymosa" ("The Open Door")
15. "My Immortal" ("Fallen")
16. "Your Star" ("The Open Door")


Evanescence – Biografia:
O Evanescence, formado em Little Rock (Arkansas, EUA), surgiu da amizade entre Amy Lee e Ben Moody, que se conheceram na adolescência num acampamento de jovens no qual Moody viu Amy cantar ao piano e se encantou. Assim, resolveu convidá-la para formar uma banda. O primeiro sucesso da banda tocou em uma rádio local por vários dias seguidos e fez com que a dupla ficasse conhecida na região e começasse a surgir convites para tocar. Só tinha um problema: o grupo era formado apenas pelos dois e não tinham dinheiro para contratar músicos. Dessa forma, os outros dois integrantes, John LeCompt (guitarra) e Rocky Gray (bateria), se juntaram à banda, abrindo a possibilidade de apresentações ao vivo e o aumento da popularidade da banda até ser contratada por uma grande gravadora.
A prova do ótimo entrosamento de Amy e Moody foi o primeiro trabalho, o cd Fallen (2003), o qual veio cheio de emoção, peso e energia. Foi produzido por Dave Fortman e o primeiro single, Bring Me To Life, virou um hit. A música fez parte da trilha sonora do filme Demolidor – O homem sem medo e ajudou a banda a divulgar seu trabalho.
Bem Moody, durante uma pausa na turnê do grupo, decidiu deixar a banda em 2003. O guitarrista pegou um avião de volta pra casa, sem falar nada pra ninguém. Amy Lee ficou indignada, criticou o companheiro e logo Terry Balsamo substituiu Moody.
O sucesso do álbum rendeu à banda dois prêmios Grammy em 2004: Melhor Performance Hard Rock e Melhor Revelação. Nesse mesmo ano, foi lançado o cd e dvd ao vivo Anywhere but Home e em 2006, a banda lançou The Open Door, seguido de uma grande turnê mundial. Nesse álbum, está o sucesso Call Me When You're Sober, cuja letra é inspirada no relacionamento de Amy Lee com seu ex-namorado, Shaun Morgan, da banda Seether. Para terminar, o baixista Will Boyd resolveu sair porque não queria encarar mais uma longa turnê. No lugar dele, entrou Tim McCord.
De qualquer forma, as raízes de Amy na música clássica continuam sendo uma constante na música da banda. Além disso, há as influências góticas que funcionam tanto com introspecções lideradas pelo piano como com riffs de guitarra, que obviamente agradam o público mundialmente.

sábado, abril 21, 2007

Galvão, Falcão e os ovos

hahaha Faz mais de meia hora que estou rindo com isso... Decidi dividir com vocês.

http://www.youtube.com/watch?v=lSh63XNKXOw

sábado, abril 14, 2007

Solucionador de problemas



Como havia prometido, mais uma...

Diário de Bordo: Velvet Revolver e Aerosmith

São Paulo, 12 de abril de 2007.

Os ingressos começaram a ser vendidos numa sexta-feira. Já familiarizada com o caso “Roger Waters” (em que as meias evaporaram), fui comprar no domingo. Consegui uma das últimas meias, na arquibancada azul. Quem me acompanha? Meu irmão e um de seus amigos do colégio, o Marco (também conhecido como Frango, não sei o motivo do apelido).

Os meninos queriam chegar umas quatro horas, sendo que os portões iam abrir às cinco. Nada feito, pedi até convencê-los de chegar mais tarde, sete horas.

Tudo tranqüilo, sem fila pra entrar. Pegamos bons lugares e esperamos por um booom tempo. O que os meninos fizeram pra passar o tempo? Comeram. Sim, comeram. O Habib’s fez uma caixa com uma esfiha, um quibe e um doce de romeu e julieta a R$5,00. Salgadinhos a R$3,00 ou R$4,00, dependendo da marca. Sorvete de chocolate e coco a R$4,00 e de limão a R$3,00. Entre outros petiscos que não prestei atenção no preço, como castanhas e amendoins. Além de um mini-copo de água a R$2,00.

Ao meu lado, mãe e filha brigavam. Aparentemente (não sou xereta nem fofoqueira, elas que falavam alto), os amigos da garota estavam na pista e ela queria estar com eles e não com a mãe. A mãe era uma cabeça dura. E me justifico.

Todo mundo que já foi em show sabe que o pessoal que vai na pista e não faz questão de ficar na grade costuma sentar em rodas com os amigos pra conversar. A mulher solta a pérola: “Olha só cada gente burra. Gasta R$160,00 pra ficar sentado no chão desse jeito com os amigos? Pra quê? É só ir no Parque do Ibirapuera de domingo. Dá na mesma!” (d’ oh!)

E a filha não facilitava. Gritava ao falar ao celular e ficava demonstrando sua vontade de pular pra pista, o que é impossível, já que estávamos, caso você não tenha prestado atenção, na arquibancada, lá em cima!

Fora isso, a besta da mãe me deu um banho de cerveja. Um vendedor ambulante queria passar e a senhora não tirava seu copo da frente dele, apenas falava: “Cuidado com a minha cerveja!”. O vendedor não ouviu e bateu sua cesta de produtos no copo. Isso, grande, justo eu, tomando banho de cerveja. Que agradável!

A sorte foi que, pouco tempo depois, tomei banho de água. Começou a chover. E como eu não sou feita de açúcar e o dinheiro aqui em casa não cresce em árvore, não comprei capa de chuva (que passou de R$10,00 pra R$20,00). Fora que os vendedores sumiram, desapareceram! Fiquei ensopada. Dava pra torcer minha calça. Mas logo a chuva passou e o show começou.

O Velvet Revolver entrou no palco um pouco depois das nove horas. Gritos! Gritos! Mais gritos! Abriram com uma música do novo CD, Libertad, que ainda não foi lançado. Depois, tocaram alguns sucessos do primeiro álbum, Contraband, como Do It For The Kids e Sucker Train Blues.

Revezaram músicas do CD novo e clássicos das ex-bandas dos integrantes. Pra quem não lembra, Scott Weiland foi vocalista da banda grunge Stone Temple Pilots e Slash, Duff e Matt Sorum eram, respectivamente, guitarrista, baixista e baterista da banda de hard rock Guns ‘N’ Roses. Dos Pilots rolaram as excelentes Crackerman e Sex Type Thing e do Guns, It’s So Easy e Mr. Brownstone.

Cada vez que Slash aparecia no telão do estádio a galera ia à loucura! Quando ele solava então, nem se fala! Famoso por seus solos simples, mas cheios de feeling, o guitarrista fez história no Guns. Os riffs dos clássicos da banda são reconhecidos facilmente por qualquer roqueiro.

O Velvet tocou ainda a belíssima balada autobiográfica Fall To Pieces, Set Me Free e fechou com o primeiro grande sucesso da banda, Slither.

Uma pena que o show teve apenas pouco mais de uma hora de duração. O encrenqueiro Weiland está em ótima forma vocal, bastante fiel às gravações em estúdio, e com uma ótima presença de palco, gritando, pulando e usando seu famoso megafone.

O instrumental do Velvet também estava fantástico. Não se espera menos de Slash e Duff, que fizeram a alegria do público.

Pequena pausa para mudanças no palco. Estava chegando o grande momento! Às 10h50min, as luzes se apagaram. Percebemos o Aerosmith entrando no palco. Um pequeno vídeo de diferentes fases da banda apareceu no telão e, por final, uma imagem da bandeira brasileira. Será que o público gritou muito?

Abriram com Love In An Elevator, seguida por vários clássicos, como Toys In The Attic, Dude (Looks Like A Lady), Falling In Love (Is Hard On The Knees) e Cryin’.

Em seguida, Jaded foi cantada por todos em altos brados, assim como a linda Dream On, Janie’s Got A Gun e Living On The Edge.

Porém, a música que mais emocionou, talvez por ser um pouco mais atual, foi I Don’t Want To Miss A Thing. Trilha sonora do filme Amargeddon, a MTV fez uma lavagem cerebral com o clipe e os jovens e adolescentes presentes mostraram que a ação fez efeito. Todos cantaram todos os detalhes da música.

Rag Doll, Sweet Emotion e Draw The Line fecharam essa parte do show, que voltou com uma única música no “bis”: Walk This Way, tão esperada durante toda a apresentação.

Belíssimo show! Steven Tyler está cantando perfeitamente. Não desafinou e ainda por cima fez questão de mostrar suas habilidades vocais com gritos e prolongando notas. Ele ainda tocou sua famosa gaita.

O guitarrista Joe Perry mostrou o motivo de ser um dos grandes guitarristas do mundo do rock. Sua pegada de blues impressiona até mesmo quem não entende nada de guitarra.

A banda arrancou gritos e suspiros de todos. Mesmo quem estava lá só pra ver Velvet Revolver se envolveu totalmente com a apresentação do Aerosmith.

Os fãs sentiram falta de algumas músicas como Pink, Mama Kin, Last Child e Crazy. Eu, particularmente, queria ter ouvido também Girls Of Summer e The Other Side. Ainda assim, o set list foi muito bem escolhido. Não se pode querer músicas não-famosas em um show, são os grandes hits que conquistam o público mais geral.

O show acabou por volta de meia noite e meia. Todos saíram do estádio sorrindo! Nada de brigas, apenas uma pequena confusão na saída pelo excesso de gente, coisa que acontece em qualquer show.

Cheguei em casa quase duas da manhã e ainda arrumei algumas coisas. Acabei dormindo apenas três horas, consegui ir pra faculdade e o mais impressionante de tudo é que prestei atenção na aula de política! Será que não mereço algum tipo de prêmio? hahaha



PS: Se tiverem tempo, leiam essa resenha sobre o mesmo show:
http://whiplash.net/materias/news_900/060002-aerosmith.html

Acho que não entendo muito de música...

SET LIST

VELVET REVOLVER
Let It Roll

Do It For The Kids
Sucker Train Blues
She Mine
Fall To Pieces
Crackerman
Get Out The Door
It's So Easy
She Builds Quick Machines
Set Me Free
Sex Type Thing
Mr. Brownstone
Slither

AEROSMITH
Love In An Elevator

Toys In The Attic
Dude (Looks Like A Lady)
Falling In Love (Is Hard On The Knees)
Cryin’
What It Takes
Jaded
Baby Please Don't Go
Stop Messing 'Round
Hangman Jury (snippet) / Seasons Of Wither
Dream On
Janie's Got A Gun
Living On The Edge
I Don't Want To Miss A Thing
Rag Doll
Sweet Emotion
Draw The Line

Mother Popcorn / Walk This Way

quarta-feira, abril 11, 2007

Tirinha sem sentido...

D'oh!

domingo, abril 08, 2007

Feliz chocolate!!!

O Gineceu deseja muitos ovos de chocolate para todos!!!

sábado, abril 07, 2007

Dia do Jornalista

Hoje, dia 7 de abril, é o dia do jornalista. Não poderíamos deixar a data passar em branco!

Parabéns a todos!

quinta-feira, abril 05, 2007

Zine Qua Non especial...


Chegou, finalmente, o ZQN especial de aniversário com páginas a mais para comemorar seu um ano de vida...Nele tem Andrei Muller, Chico Science, Vinicius de Morais, Clarice Lispector e muito mais material.

Aproveite, é grátis...

Peça o seu através do e-mail zinequanon@hotmail.com (coloque ZQN #7 no assunto para eu responder mais rápido).
* Paula *

segunda-feira, abril 02, 2007

Fale com Ela

Muito melhor amar o passado.Já que tudo aconteceu, não se supreenderá com nada.
Só entre os seus sonhos você viverá e assim será feliz.
As crises virão, mas quem se importa?
Tudo o que aconteceu é o que determina o que acontecerá.
Ela.
Aquela.
Aquela mulher.
Hoje uma mulher, na época uma menina, mas o tempo foi tão rápido deteriorando seus sentimentos que sua feição não é mais infantil.
Não.
Pensando bem uma garota não causaria tantos danos.
Só uma mulher faria aquilo.
Uma mulher de 13,14,15 anos? O tempo nem era preciso só era preciso que era uma mulher.
Hoje talvez nem saiba de você , aí, dessa forma; vive por ela...
O problema é teu e de fato dela só se pode ter dó - talvez nem quisesse causar tanta obsessão, tanta comoção assim.
Mas posso chegar a conclusão de que você não gosta tanto dela.
Porque a gente sempre gosta mais é do gostar.
Os traumas não são traumas.
E as pessoas em nossas mãos são só objetos.


Danielle

sexta-feira, março 30, 2007

SILVERCHAIR - YOUNG MODERN


Sim, eles estão de volta e eu estou quase morrendo de ansiedade para ouvir o novo cd dos caras.

Para quem não aguenta esperar e quer saber novidades dos caras, veja esse video no YouTube, santo milagreiro moderno...

http://www.youtube.com/watch?v=9IkCM9Gq8b4

E para se manter antenado, acesse o site oficial dos caras:

www.chairpage.com

Abraços e beijos alegres e empolgados

* Paula *

terça-feira, março 27, 2007

Carta para Vyrna

Vyrna, não resisti e aqui envio minha carta para sua super hiper mega ultra master blaster plus análise do meu caso.

QUERIDA VYRNA,
Já virou ritual. Entrar no ônibus e não ler no mínimo a introdução do livro que carrego na bolsa é tortura.
Quando não consigo ler por "n" motivos, entre eles: pouca luz, falta de espaço, pessoas falando comigo etc, sinto um peeeeeeso na consciência. Até parece que matei alguém ou deixei um cego atravessar a rua quando o sinal estava verde para os carros.
É praticamente um vício e sempre tenho crises de abstinência.
O caso ficou tão sério que odeio quando um desconhecido puxa assunto. Da vontade de descer do ônibus e pegar outro.
Será que o caso é grave?
ATENCIOSAMENTE DE SUA FÃ,
Paula

segunda-feira, março 26, 2007

Diário de Bordo

Estréia hoje a mais nova coluna do Blog Gineceu: o Diário de Bordo.

A coluna foi sugerida por uma das mais ativas ginecêuticas, a Paulinha, a partir dos textos da Dé em seu blog.

O Diário de Bordo nada mais é do que relatos pessoais das ginecêuticas que estiverem presentes em algum show ou eventos do “naipe”.

A estréia é sobre o show do Roger Waters, aqui em São Paulo.

Atenção: O Diário de Bordo não tem como intenção relembrar o Diário de Leitura. Qualquer semelhança... Bom, qualquer semelhança, culpem o Senhor Coruja Carinhosa, ele que estragou tudo...

Diário de Bordo: Roger Waters

São Paulo, 24 de março de 2007.

Eu, Gustavo e Luana decidimos ir ao show. Por morar mais perto dos pontos de venda (Credicard Hall e Estádio do Morumbi – também conhecido como “La Bambinera”), comprei os ingressos. Quase esgotados e sem meias, o melhor setor era a Arquibancada Laranja, por R$140,00.

Ingressos em mãos. Estávamos empolgados para o espetáculo que se aproximava. Não apenas um show musical, mas um verdadeiro espetáculo de som, imagem, público.

Não conseguimos chegar juntos ao local. A princípio eu estava sozinha, até que na sexta-feira, dia 23, meus primos me ligaram e disseram que ganharam ingressos. Acabei indo com eles.

Chegando ao Estádio do Morumbi, a fila para a Arquibancada Laranja parecia não ter fim. Dobra uma esquina, dobra outra e mais algumas, dando a volta no estádio.

Já não acreditando mais no tamanho da fila, ouço uma voz familiar gritar: “Dé! Dé!”. Para minha agradável surpresa, era Lulu. “Que alívio, poderemos cortar a fila!”, pensei.

Doce ilusão. Os fãs acéfalos logo atrás da Lulu não deixaram que eu e meus primos entrássemos ali. “Já pensou se todo mundo fizer isso?”, disse uma loira metida a besta.

Tudo bem, seguimos mais um pouco e chegamos ao fim da fila. Finalmente! Gu me ligou e disse que estava andando em nossa direção. Quando o vi, acompanhado do vocalista de sua banda, fui buscá-los e ninguém se incomodou com eles cortando fila.

Ficamos mais de uma hora em pé, mas foi divertido. Já disse um amigo meu “a fila é a melhor parte do show”. Não sei se ele tem razão, mas o tempo passou rapidinho. Impossível ficar sem rir ao lado desses dois meninos!

Finalmente entramos e então nos separamos. Fiquei apenas com meus primos. Na minha frente, um casal brigava (a mulher era fã da banda, o homem não e, aparentemente, sua ex-namorada havia lhe telefonado, resultando em escândalo), um outro casal, a mulher estava grávida (cansei dos comentários do tipo: "esse já vai nascer ouvindo música boa, hein...”) e uma mulher ao meu lado não parava de chorar (será de emoção?).

Assim que sentei, as luzes se apagaram e o show começou. Vamos ao que interessa.

O palco era lindo! Com um telão 3D ao fundo e mais três telões espalhados pela pista de cadeiras. Os efeitos eram fantásticos. Psicodélicos, bem estilo Pink Floyd. Uma pena que em alguns momentos, a imagem dos telões e o som não estavam sincronizados.

A banda tem tudo que se espera de Floyd. Baterias acústica e eletrônica (Graham Broad), guitarras (Dave Kilminster, Andy Fairweather e Snowy White), teclado (Jon Carin), baixo (Roger Waters), saxofone (Ian Ritchie), órgão (Harry Waters), voz principal (mais adiante explicarei o que aconteceu) e três mulheres de backing vocals (Katie Kissoon, P.P. Arnold e Carol Kenyon).

Pra começar, Waters tocou algumas músicas próprias, como Leaving Beirut e Perfect Sense, e alguns clássicos da banda que o tornou o que é, como Wish You Were Here, In The Flesh e Mother. Além de Shine On You Crazy Diamond, com uma belíssima homenagem a Syd Barett (quem quiser saber mais sobre ele, tem um texto no Nada).

Após um intervalo de 15 minutos, a banda voltou e tocou na íntegra uma das mais belas obras de arte da história da música: The Dark Side Of The Moon. Os maiores clássicos da banda estão nesse álbum (Speak To Me / Breathe, On The Run, Time / Breathe, The Great Gig In The Sky, Money, Us And Them, Any Colour You Like, Brain Damage e Eclipse).

A combinação entre as músicas, sua sonoridade escura e as imagens que apareciam no telão era incrível, perfeita! Verdadeiro trabalho de mestre.

A banda deixou o palco e, obviamente, voltou para o “bis”. Acompanhados de um coral de crianças (que parecia ser um playback), tocaram Another Brick In The Wall. Fecharam com a belíssima Comfortably Numb, que é uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos. Seu solo é um dos mais emocionantes que existem, cheio de feeling e pegada.

O ponto alto da apresentação foi o porco voador. Sim, um porquinho cor-de-rosa flutuou sobre a pista durante a música Sheep, ainda na primeira parte do show. Nele, estavam pichadas algumas frases: “all we need is education”, “hey, killers, leave our kids alone”, “o medo constrói muralhas”, “ordem e progresso?”, “salve a Amazônia” e “Bush, o Brasil não está a venda”. Ele foi “libertado” algum tempo depois e saiu voando pela região, acompanhado por um feixe de luz até sumir de nossas vistas.

O som no estádio estava fantástico. De qualquer lugar podia-se ouvir perfeitamente as músicas. Até parecia um DVD. Eu fiquei numa das últimas fileiras, acredito que havia alto-falantes por ali, pois os efeitos sonoros das músicas (como risadas psicóticas e helicópteros) estavam muito bons.

Waters já não é mais o mesmo. Continua sendo criativo, tocando absurdos, mas sua voz já não o ajuda mais. Como podemos ver em alguns vocalistas dos bons tempos do rock ‘n’ roll, pois poucos continuam tendo a mesma poderosa voz.

Porém, Waters foi muito inteligente. Ao invés de demonstrar essa falha, cantou algumas músicas apenas, tocou várias instrumentais e dividiu o microfone com Kilminster e Carin, que fizeram bonito.

Ouvir Pink Floyd é sempre muito bom. Claro que os fãs gostariam mais de ver a banda toda reunida, como aconteceu no Live 8. Porém, qualquer pequena mostra de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, uma das pioneiras do rock progressivo é um privilégio, uma verdadeira honra.

Set list

In The Flesh

Mother
Set The Controls For The Heart Of The Sun
Shine On You Crazy Diamond
Have a Cigar
Wish You Were Here
Southampton Dock
The Fletcher Memorial Home
Perfect Sense
Leaving Beirut
Sheep

Speak To Me / Breathe
On The Run
Time / Breathe
The Great Gig In The Sky
Money
Us and Them
Any Colour You Like
Brain Damage
Eclipse
The Happiest Days Of Our Lives
Another Brick In The Wall
Vera
Bring The Boys Back Home
Comfortably Numb

Dé (ainda emocionada)

Tirinha Musical


Eu precisava dividir isso com vocês!

Daqui a pouco tem coluna nova no Gineceu.

domingo, março 18, 2007

Para quem esteve lá



Esse post é pra quem esteve no churrasco do dia 17 de março na casa da Paulinha.

Vocês vão entender... ;)

sábado, março 17, 2007

A volta dos que pensaram que não voltariam

Smashing Pumpkins
Rage Against the Machine
The Police
Genesis...

Conhece essas bandas?
Resposta 1: Sim. Então tu tá feliz pra porra! Vai poder ver os caras tocando...
Resposta 2: Não. Então tu tá feliz pra porra! Vai conhecer o trabalho dos caras na ativa...


Depois de anos parados por "n" motivos, essas quatro bandas resolvem voltar por "n" motivos e seus "n" fãs dão "n" gritos de alegria.

Smashing Pumpkins
O fim/Último show: 2 dezembro de 2000, no Metro, em Chicago.
Depois de se arriscar num outro projeto, o ZWAN, Billy Corgan resolve colocar o Smashing para trabalhar. Uma turnê começa no meio do ano com apenas, até agora, Billy (vocal) e Jimmy Chamberlin (bateria).

Rage Against the Machine
O fim/Último show: 13 de setembro de 2000, no Olympic Auditorium de Los Angeles.
O RATM retorna com a formação original: Zack de La Rocha (vocal), Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria). O "primeiro show" será no festival Coachella.

The Police
O fim: 1984; tocaram pela última vez em 2003.
O trio marcou seu retorno no Grammy e uma turnê mundial já está prometida.

Genesis
O fim: 1992; tocaram pela última vez no casório do Peter Gabriel.
Phil Collins está no comando agora e Peter Gabriel e Steve Hackett estão fora.
(Queria o Pedrinho Gabriel! Snif...)

- Informação retiradas da revista Rolling Stone Brasil #06

* Por Paula Cabral Gomes *

quinta-feira, março 15, 2007

ROBERT MAPPLETHORPE


artist: ROBERT MAPPLETHORPE
biography: American, 1946-1989
title: Smoked Rose
date: New York 1980
technique: Photogravure
size: 11,5 x 11,5 cm (4,5 x 4,5 ")
description: Signed recto, numbered verso
from: A Season in Hell
edition: # 11/40
provenance: Auction, New York

* Paula *

sexta-feira, março 09, 2007

Postar ou não postar?

Recebemos a visita do presidente norte-americano, George W. Bush. Sim, o presidente de uma das mais poderosas nações do mundo passou por São Paulo, acompanhado de Lula, presidente reeleito no ano passado.

São Paulo, a cidade que não pára, parou. Claro, a vinda de uma personalidade importante atrai todos os olhos, seja isso bom ou ruim.

Acompanhado por discussões sobre a questão do álcool brasileiro e de uma parceria, tivemos diversos protestos e manifestações contra Bush.

AH BRASILEIROS, ACORDEM!

Sou contra os protestos mesmo. Qual o problema? Não sou anti-americana, nem a favor. Só não cabe a nós querer tirar o homem do poder. Se ele foi eleito, PROBLEMA DOS AMERICANOS!

Com tantos problemas internos no Brasil, as pessoas vão protestar contra o Bush? ESTAMOS EM GUERRA CIVIL!

Com tantos problemas na África, que poderíamos tentar ajudar, as pessoas estão preocupadas com a vinda do Bush pra negociar?

OU EU ESTOU FICANDO LOUCA OU TEM ALGO MUITO ERRADO AÍ.

Quem protestou contra a morte de João Hélio? Quem?

Quem protesta contra as balas perdidas? Quem?

Quem protesta contra a falta de segurança, educação, saúde pública? Quem?

Quem protesta pela melhoria no transporte público, nas ruas? Quem?

Quem protesta contra a corrupção? Quem?

Quem protesta por causa de mortes, fome, pobreza e AIDS na África? Quem?

Quantas pessoas protestaram pela vinda do Bush? A massa que segue uma MODA.

É MODA sim! Cerca de dez, doze anos atrás, TODO MUNDO queria conhecer os EUA, elogiavam, falando vulgarmente, PAGAVAM PAU pros caras. E agora, de repente, não mais que de repente, viram ANTI-AMERICANOS...

E ainda assim, consomem roupas, comidas, bebidas, objetos em geral de empresas norte-americanas. Consomem livros, filmes, música de quem? Exatamente, dos próprios.

Lá, muitas coisas funcionam, como o sistema judiciário. As punições são sérias e levadas a sério. E aqui, que nem isso?

Estudantes, que se dizem informados, caem nessa contradição. Onde está o movimento por causas que valham a pena? Causas com fundamento? Causas pra ajudar as pessoas que realmente precisam, até mesmo NÓS?

Lógico que não sou a favor de Bush. Não concordo com muitas coisas que ele fez / faz. Mas não é certo desviar a atenção dos problemas realmente importantes para uma simples visita.

Não seria melhor se ele passasse despercebido? Se ninguém nem se importasse com sua presença? Não seria uma forma de PROTESTO DE VERDADE?

Meus amigos que são a favor dessas manifestações que me desculpem. Mas nada me deixa mais nervosa do que a inversão de valores.

Dé (com medo de apanhar virtualmente e pessoalmente de seus amigos)

quinta-feira, março 08, 2007

quarta-feira, março 07, 2007

As pessoas e as lâmpadas


Em comemoração à semana da mulher, nós, ginecêuticas, estamos com o projeto "postagem todos os dias", mesmo que ignoradas pelos companheiros androcêuticos...

Como hoje ninguém postou até agora, decidi colocar piadinhas. São as clássicas "quantos 'qualquer coisa' são necessários para trocar uma lâmpada". Divirtam-se!


SIGNOS

Áries: Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.
Touro: Nenhum. Taurinos não gostam de mudar nada.
Gêmeos: Dois, claro. Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço da casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.
Câncer: Somente um. Mas leva três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.
Leão: Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.
Virgem: Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que ela foi comprada, outro para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada.
Libra: Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber aonde encontrar a lâmpada, ou...
Escorpião: Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber?
Sagitário: O sol está brilhando. Está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
Capricórnio: Nenhum. Capricornianos não trocam lâmpadas - a não ser que seja um negócio lucrativo.
Aquário: Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem vai ser o único a trazer a luz ao mundo.
Peixes: O quê? A luz está apagada?

MÚSICOS

Quantos bateristas são necessários para trocar uma lâmpada?
1 – Por quê? Oh nossa! Está, tipo, escuro?
2 – Apenas um, mas ele vai quebrar umas dez antes de descobrir que elas devem ser rosqueadas e não apenas empurradas para dentro.
3 – Vinte. Um para segurar a lâmpada e dezenove para encher a cara até que a sala comece a girar.
4 – Nenhum. Eles têm uma máquina que faz isso.

Quantos guitarristas são necessários para trocar uma lâmpada?
Doze, um para trocá-la e onze para dizer que poderiam fazer melhor e mais rápido.

Quantos guitarristas solo são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Eles roubam a luz de alguém.

No século XXII, quantos guitarristas serão necessários para trocar uma lâmpada?
Cinco. Um para fazê-lo e quatro para ficarem se lamuriando sobre o quão melhores as velhas lâmpadas eram.

Quantos músicos de punk rock são necessários para trocar uma lâmpada?
Dois. Um para trocá-la e o outro para quebrar a lâmpada velha na testa.

Quantos músicos de jazz são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Eles não têm dinheiro para comprá-la.

Quantos baixistas são necessários para trocar uma lâmpada?
1 – Nenhum. Eles deixam o tecladista fazê-lo com a mão esquerda.
2 – Não se preocupe. Deixe sem. Ninguém vai notar.
3 – Um, mas o guitarrista tem que mostrar como se faz.
4 – Seis: um para trocá-la e cinco para bater no guitarrista que está roubando a luz.

Observação
Depois eu coloco mais umas piadinhas de músicos pra vocês...

terça-feira, março 06, 2007

Morre aos 77 anos o filósofo francês Jean Baudrillard

da Redação (Folha)

PARIS, 6 março (AFP) - O filósofo francês Jean Baudrillard, um dos pioneiros franceses do pensamento pós-moderno e crítico feroz da cultura de consumo, morreu nesta terça-feira, em Paris, aos 77 anos, informaram seus familiares.

Eric Feferberg / AFP - 2001
O filósofo francês Jean Baudrillard em 2001
Baudrillard lecionou sociologia durante os anos 1960 e desenvolveu uma crítica pungente - e niilista, segundo alguns - da sociedade moderna e dos meios de comunicação em mais de 50 livros. Ele refutou o pensamento científico tradicional, e baseou sua filosofia no conceito de virtualidade do mundo aparente.

Um dos fundadores da revista "Utopie", ele publicou mais de 50 livros ao longo de sua carreira, dentre os quais "O Sistema dos Objetos" (1968), "A Sociedade de Consumo" (1970), "Simulacros e Simulações" (1981) e "América" (1997).

Ele alcançou repercussão na mídia em 1991, com a alegação deliberadamente provocativa de que a Guerra do Golfo "não ocorreu", argumentando que nenhum lado poderia cantar vitória e que o conflito não alterou nada no Iraque.

Os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, serviram de inspiração para que escrevesse "Réquiem para as Torres Gêmeas", em 2002, ano no qual publicou também "O Espírito do terrorismo".

Com agências internacionais

segunda-feira, março 05, 2007

Estréia da segunda coluna semanal (?) do Blog Gineceu

Cartas da Vyrna

Vyrna é especial.
Não especial como leite condensado e melão. Ou chantilly com morango.
Não!
Vyrna está além de todas as habilidades da culinária!
Ela é especial porque tem uma coisa chamada discernimento; quando isso lhe falta você torna-se bobo, quando tem em quantidade normal, cauteloso, mas, quando você o possui em excesso torna-se Vyrna.
Ela tem 67 anos e nunca se apaixonou: “Mas isso não quer dizer que nunca tive relacionamentos, especialmente extraconjugais!”.
Extraconjugais Vyrna?
Como você explica isso?
“Olha, nessa primeira cartinha eu explico bem essa minha posição”.
E eu, como não tenho muita coisa pra fazer - e talvez nenhum discernimento - li a cartinha.
Depois a própria Vyrna posta, estamos lhe ensinando a usar a Internet e então ela estará apta a receber a senha do Gineceu: “Essa coisa de blogo é muito complicada!!!!”.

“Querida Vyrna,
Eu tenho um namorado há sete anos.Sete anos da minha vida foram perdidos com esse idiota porque eu peguei aquela desgraça aos beijos com a minha melhor amiga!A minha melhor amiga Vyrna!
Você pode imaginar como eu fiquei?
(...)
(...)
(...)
E ele ainda quer voltar comigo! E o pior é que eu adoro aquele traste! O que eu faço Vyrna? ”.

O.M.C., 43, São Paulo.


Querida O.
A vida é assim mesmo!Um dia é da caça e outro do caçador.
Tem dias que você está por cima, tem dias que você está por baixo!
Tem dias que você se sente o rei do mundo, tem dias que você perde todas as suas partidas de Free Cell!
É normal se sentir assim nesse começo, quando os chifres saem, dói um pouco, mas depois você se acostuma com eles!
Eu acho que você devia voltar para o seu namorado afinal, com 43 anos você espera encontrar um marido? É claro que não!
Sem contar que, se você espera fidelidade, devia ter nascido arara, essa aves inúteis têm um só parceiro a vida toda!
Eu não, eu gosto é de variedade!
Balas de goma são sortidas porque não tem graça comer todas de uma cor só!
Sem contar que nesse mundo pós-moderno, globalizado, onde você sai com um italiano de tarde e noite já está pegando um japonês, ser fiel é coisa do passado!
Ser fiel é anacrônico!
Beijinhos na pontinha do seu nariz O.M.C.!

Vyrna.
Mande suas dúvidas para o e-mail do Gineceu. Respostas não incluídas.
Dani L

Semana Especial - Mulheres

Como um manifesto contra o Dia das Mulheres, durante essa semana, as ginecêuticas postarão diversas mensagens sobre diversos pontos de vista sobre as mulheres e diversos assuntos que dizem respeito a elas/nós.
Então, aproveitem esse período de intenso trabalho nosso, raro ultimamente, estado, porém, que será mudado em breve.


* Ginecêuticas
*


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Começaremos com um pequeno poema:
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Um

Não sou flor nem espinho
Só preciso do carinho
De alguém que ama
De alguém que canta
Para encantar seu coração,
Seu pulmão, seu pulso
Ainda sinto em meus braços,
Em meus traços
Refletidos estão seus gestos,
Seus afetos que me comovem,
Que me descobrem,
Que me encobrem
De tantos sonhos,
Brilhos, gritos, dedos,
Mãos que acariciam e machucam de paixão,
De tesão pela novidade,
Pela liberdade de tê-lo perto de mim,
De tê-lo aqui tão perto e tão distante
Na estante, lembranças,
Tranças de um tempo que não volta mais
Que não se desfaz,
Refaz e faz a alegria,
A alegoria da vida,
Da subida de degrau em degrau
Que mal me cansa,
Que mal descansa em seu colo
E adoro e decoro os versos escritos para seu sorriso,
Meu gemido de prazer
Por viver o agora, o depois e o antes,
Por viver o sempre
E sempre querer mais
E não ver o fim
O fim de mim.

* Paula Cabral Gomes *

sexta-feira, março 02, 2007

Crianças matando e crianças morrendo

Hoje, o professor de Teoria Política iniciou sua aula com o caso do garoto João Hélio. Apesar da história já estar "gasta", comentei com a Paulinha que li algo bem interessante sobre o assunto. Resolvi postar o texto, que é bem sério, antes de colocar minhas típicas piadinhas, que estarão por aqui em breve.

É obra de um guitarrista que eu admiro muito, Rafael Bittencourt. Ele colocou o texto no site do Angra (www.angra.net) durante a turnê da banda pelo Japão, que ainda está em andamento. Os rapazes da banda são extremamente inteligentes e conscienciosos, mas sou suspeita pra falar sobre eles. Espero que gostem!




Crianças matando e crianças morrendo!

10/2/2007 - Rafael Bittencourt

Crianças matando e crianças morrendo!
Isto tem que parar!


“João Hélio Fernandes, de 6 anos, morreu na noite de quarta-feira após ser arrastado por 14 ruas, um trajeto de sete quilômetros que cruzou quatro bairros do Rio de Janeiro. O menino foi levado pelos rapazes que roubaram o Corsa de sua mãe que viu tudo. O garoto ficou preso ao cinto de segurança, do lado de fora do veículo. Durante o trajeto, o menino teve a cabeça arrancada.”

O que é isto? Que notícia é esta? O que estão fazendo com o nosso país? Com o mundo? Como estamos deixando isto acontecer? Como poderemos demonstrar nossa revolta?

Temos que ser ouvidos!

Estamos revoltados ou será que esta vai ser apenas a notícia da semana?
Será que passou batida esta notícia aos olhos das pessoas?
Estou fora do país e li esta notícia na net. Não sei a repercussão que está tendo, mas para mim mostra que é hora de darmos uma virada na mesa.
Uma basta!

Cada hora uma coisa que temos de engolir a seco!É o mensalão que dá em pizza, é a hipocrisia do presidente que nega que sabia, é o povo que já acha que roubar é natural e reelege o filho da puta… o que mais?
Caralho!!! O que temos que fazer para esta porra de país funcionar?
Como ficará esta mãe? E este pai? E esta família?
Vamos discutir quem são os culpados?

Te interessa?
Você tem tempo?
Não? Então você é culpado!
Vai esperar acontecer com alguém que você ama? Então é culpado!
Esta manchete não lhe chamou muito a atenção? Você é Culpado!
Acha que não adianta gastar lágrimas com isto? Culpado!
Acha que não é seu problema? Culpado, culpado, culpado!
Somos todos culpados porque deixamos chegar a este ponto!
Todos aqueles que acham que seus pequenos atos não interferem nas grandes mudanças são culpados!
Para todos aqueles que acham que falar direito é careta e que bonito é usar gíria de bandido. Culpados!

Para aquele que acha que fumar um baseado é natural e assim acaba alimentando o tráfico de armas, drogas e ainda financia a organização da classe criminosa… Você é muito culpado!!! Tenho asco do seu comportamento alienado e indiferente! Lembre deste menino que morreu e teve a cabeça arrancada quando estiver dando um “pega” no seu baseado.

Este assunto é simplesmente revoltante!!! Me faltam palavras para expressar o quanto!!! Quão pior pode ser um lugar, um país, um mundo? Me falem por favor!
O que de pior, ou mais infernal pode acontecer neste planeta?
Como ainda sambamos no Carnaval, rindo da nossa própria desgraça, dos nossos problemas, do fato de não sabermos encontrar soluções?
É bonito e tal… cultura popular etc, mas como dormir com a consciência tranquila?
Me desculpem, mas não consigo sorrir quando lembro a ponto que chegou a humanidade?

É como contar piada em velório… É isto que estão fazendo. Festejando no luto…
Acho legal o dom do brasileiro de driblar a tristeza, de relevar a dor, a garra para seguir no dia a dia etc, mas estamos pecando nas ações. Estamos calados quando devemos gritar a revolta! Guardar esta angústia não vai mudar o país.
Isto me mete muito medo. Tenho medo dos seres humanos que andam por aí indiferentes a tudo isto, com a emoção anestesiada e com a cabeça amortecida, sem pensar, andando às cegas, sem rumo, inconseqüentes.

Medo do ódio que aquele à sua frente ou ao seu lado pode estar carregando agora. Um desamor tão gigantesco que é capaz de arrastar seu filho por sete quilômetros até lhe arrancar a cabeça.

Quem dera isto fosse apenas linguagem figurada. Não é não, aconteceu mesmo!
Tenho medo da classe media que finge que não com ela e controla seu medo com anti-depressivos, lipo-aspirações e viagens à Miami.

É hora de parar e repensar a vida. O que deu errado? Há tempo de recuperar o senso de civilidade? Temos que educar as pessoas para o coletivo e não para o “salve-se quem puder” como ouço frequentemente.

Estou chocado! Muito triste! E sei, como pai, que nada pode ser pior do que isto que aconteceu para uma pessoa.

Eu rezo pelos seres humanos.

Estamos perdidos, num caminho sem retorno. Somos bestas prontas para alguma asneira. Mas não perco a esperança de cura.
Pelo amor de Deus, vamos acordar e não deixar morrer esta notícia juntamente com um monte de outros absurdos que vemos todos os dias.
Procure refletir sobre isto e peça para os que estão perto de vocês também fazerem mesmo.

Temos que começar a entender as conseqüências de cada um dos nossos atos. Temos que ser fortes para estabelecermos limites. Temos que recuperar os valores perdidos e desvirtuados por um mundo corrompido pela ganância humana.
Temos que saber ajudar, doar e pensar em soluções antes de reclamar.
Temos que saber dizer não.Temos que acreditar que podemos mudar.